O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu estender por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã nesta terça-feira, poucas horas antes do término do acordo. A medida busca garantir a continuidade das negociações de paz entre os dois países.
Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que atendeu a um pedido do Paquistão, que atua como mediador no conflito. Segundo ele, a decisão foi tomada “para suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada”.
A prorrogação marca mais um recuo do presidente norte-americano em relação às ameaças anteriores de ataques a infraestruturas iranianas, incluindo usinas de energia. Especialistas apontavam que esse tipo de ofensiva poderia configurar crimes de guerra.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos, em conjunto com Israel, lançaram operações militares contra o Irã. Trump justificou a ampliação do cessar-fogo alegando instabilidade interna no país adversário.
“O governo do Irã está seriamente fragmentado, o que não é inesperado”, declarou, ao citar a morte de lideranças importantes, entre elas o líder supremo Ali Khamenei, sucedido por seu filho.
Desde o início da guerra, milhares de pessoas morreram em diferentes regiões do Oriente Médio. O impacto também atingiu a economia global, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.
Mesmo com a trégua ampliada, Trump informou que pretende manter o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos. A medida é considerada pelo Irã como um ato de guerra e tem dificultado o avanço das negociações.
O impasse também afeta a possibilidade de uma nova rodada de diálogos em Islamabad, capital do Paquistão, onde representantes dos dois países devem se reunir.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do Irã, de Israel ou do Paquistão sobre a decisão anunciada pelo presidente norte-americano na tarde desta terça-feira, no horário de Washington.


