A trajetória de Oscar Schmidt teve um de seus últimos reconhecimentos públicos no dia 8 de abril, ao ser incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. A cerimônia, realizada no Copacabana Palace, foi marcada pela homenagem conduzida por Hortência e pelo discurso do filho, Felipe Schmidt, que representou o ex-jogador no evento.
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Sem comparecer por estar em recuperação de uma cirurgia, o “Mão Santa” teve sua trajetória celebrada por personagens que acompanharam de perto sua carreira e ajudaram a traduzir o significado do reconhecimento em vida.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Lenda do basquete, Oscar Schmidt faleceu aos 68 anosCrédito: Reprodução Instagram @oscarschmidt14 Lenda do basquete, Oscar Schmidt faleceu aos 68 anosCrédito: Reprodução Instagram @oscarschmidt14 Portal LeoDias
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Filho destaca legado e simbolismo da homenagem
Durante o discurso, Felipe contextualizou a dedicação do pai ao basquete e a importância da relação com a Seleção Brasileira e com o COB ao longo da carreira.
Ao abordar o momento da homenagem, ele afirmou: “A gente está honradíssimo de estar aqui nesse momento, porque a gente sabe de tudo o que o meu pai se dedicou ao basquete, principalmente a seleção brasileira e ao COB, porque uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas.”
Na sequência, o filho do ex-jogador destacou o peso simbólico do reconhecimento recebido em vida e concluiu: “Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias.”
Hortência relembra trajetória e rotina de dedicação
A entrega da honraria ficou a cargo de Hortência, que compartilhou relatos sobre a convivência com Oscar Schmidt e a disciplina que marcou sua trajetória desde os primeiros anos.
Ao relembrar o início da carreira do homenageado, ela declarou: “A gente está falando de alguém extremamente determinado. Eu vi isso desde cedo, lá no Panamericano de Porto Rico de 69.”
Hortência também descreveu a rotina de treinos que, segundo ela, explicava o desempenho dentro das quadras: “Enquanto todo mundo na Vila ainda estava dormindo, ele estava lá, acordado, correndo, antes mesmo do café da manhã. Isso aparecia dentro da quadra, né. Porque só quem treina vai lá e faz todos esses pontos que Oscar fez.”
Relatos de momentos decisivos em quadra
Ainda durante a homenagem, a ex-jogadora citou episódios marcantes envolvendo a Seleção Brasileira, destacando a postura competitiva de Oscar em situações adversas.
Ao recordar uma partida contra os Estados Unidos, ela afirmou: “Teve um jogo contra os EUA que nunca esqueci. No primeiro tempo o Brasil estava perdendo de 20 pontos. Eu estava na arquibancada, só assistindo, mas conseguia ver nos olhos dele, dava pra sentir, que ‘eu não ia perder aquele jogo’.”
Na sequência, ela completou o relato ao destacar a reação do atleta: “Tem gente que aceita, tem gente que vai buscar. Ele foi buscar. Assumiu a responsabilidade e virou o jogo.”
Construção de carreira e identidade dentro do esporte
Hortência também relacionou a consistência da carreira do ex-jogador à repetição e ao esforço diário ao longo dos anos. Ao ampliar a reflexão sobre o tema, afirmou: “Mas isso não é sobre um jogo. É sobre anos fazendo o que precisava ser feito, todos os dias.”
Ela ainda abordou a construção da identidade de Oscar Schmidt dentro do basquete ao mencionar uma frase recorrente do próprio atleta: “Muitas pessoas falam que Oscar tem a mão santa. Ele fala: ‘que mão santa, é mão treinada’.”
Relação pessoal e reconhecimento institucional
Além dos aspectos esportivos, a ex-jogadora compartilhou um episódio pessoal para ilustrar a relação construída ao longo dos anos. Ao relembrar o momento, relatou: “Teve uma situação que nunca esqueci. Em uma festa, eu estava saindo, e pedi uma carona. Ele disse: ‘nenhuma mulher entra no meu carro sem minha esposa estar dentro. Mas você será a primeira.’”
Hortência também destacou o significado específico da homenagem realizada pelo COB, diferenciando-a de outros reconhecimentos internacionais. Nesse contexto, afirmou: “Ele já esteve no hall da fama de muitos lugares do mundo, mas hoje é diferente, porque é no Comitê Olímpico do Brasil.”
Legado consolidado no esporte e além dele
Encerrando a homenagem, Hortência destacou o impacto da trajetória de Oscar Schmidt no esporte e sua influência para além das quadras. Ao sintetizar esse legado, declarou: “Tenho orgulho de estar aqui hoje fazendo parte desse momento. Oscar, o que você representa para o basquete, para o esporte, é gigante, inquestionável.”
Na continuidade, ela completou: “Você construiu um legado que inspira milhares de pessoas, não só pelo seu talento, mas pela sua dedicação incansável. Pelo seu foco, e pela sua entrega.”
Por fim, concluiu ao ampliar a dimensão do reconhecimento: “Hoje, a sua grandeza, vai muito além do basquete. Você ultrapassou o esporte, para se tornar um ícone da nossa história. O mundo inteiro já parou pra ter aplaudir muitas vezes. Mas hoje, o aplauso é nosso, do nosso país.”


