O vereador Auciélio Lima da Silva (PP), conhecido como “Baixinho Baiano”, foi condenado a mais de seis anos de prisão por lesão corporal e ameaça contra a própria esposa, em um caso de violência doméstica ocorrido entre o fim de 2023 e 2024. As agressões foram registradas em vídeo pela vítima e agora vêm a público.
As imagens, que integram o processo judicial, mostram o casal dentro de um carro. No vídeo, o parlamentar aparece exaltado, aparentemente sob efeito de álcool, xingando a esposa, puxando o cabelo dela e fazendo ameaças. Em um dos trechos, ele a acusa de traição enquanto a obriga a olhar para ele.
Em outra gravação, a mulher aparece chorando e implorando para não ser agredida, enquanto nega as acusações feitas pelo companheiro. As cenas evidenciam episódios de violência física e psicológica.
Na decisão, a juíza responsável destacou que os vídeos comprovam o comportamento agressivo do réu e apontam que ele utilizava sua posição para intimidar a vítima e mantê-la em silêncio. A sentença fixou pena de seis anos, dez meses e oito dias de prisão em regime inicial fechado.

O caso começou a ser investigado em maio de 2024, após a Polícia Civil ter acesso aos vídeos por meio de denúncia. As imagens, gravadas em dezembro de 2023, chegaram a circular nas redes sociais.
De acordo com o processo, na mesma época das agressões, a vítima procurou atendimento na Unidade Mista de Saúde de Porto Walter. Testemunhas relataram que ela apresentava sinais de estresse após conflitos com o companheiro e teria sofrido um tapa na cabeça.
O médico que atendeu a mulher afirmou ter suspeitado de traumatismo craniano leve, mantendo a vítima em observação por cerca de seis horas para avaliação. Apesar disso, em depoimento à polícia, ela negou ter sido agredida e disse que passou mal durante um passeio com a família.
Em novembro de 2024, o vereador foi indiciado por violência doméstica. Dois meses depois, o Ministério Público do Acre ofereceu denúncia, que foi aceita pela Justiça em fevereiro de 2025. O processo seguiu com audiências realizadas ao longo do ano e teve julgamento concluído em janeiro de 2026.
A defesa do parlamentar afirma que ele é inocente e que a decisão é de primeira instância, ainda passível de recurso. Segundo o vereador, as imagens teriam sido gravadas para que ele próprio assistisse após discussões, e não refletiriam a realidade dos fatos. Ele também declarou que continua vivendo com a esposa.
A Câmara Municipal informou, por meio de nota, que o caso ainda não tem decisão definitiva e que, conforme a Constituição, prevalece o princípio da presunção de inocência. A Casa destacou ainda que qualquer medida em relação ao mandato depende do trânsito em julgado da sentença.
Até o momento, o vereador não foi preso, e a defesa solicitou o direito de recorrer em liberdade, o que foi negado pela Justiça.
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