A 12ª edição da Mostra Acreana de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação — Viver Ciência 2026 foi lançada nesta segunda-feira (6), em Rio Branco, com a proposta de aproximar o conhecimento científico da realidade amazônica. O evento, promovido pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), reuniu gestores, professores e estudantes na Escola Sebastião Pedrosa.
Com o tema “Conexões Amazônicas: saberes, ciência e cultura em diálogo”, a iniciativa busca valorizar conhecimentos locais e incentivar pesquisas alinhadas aos desafios vividos pelos estudantes. Durante o lançamento, também foram apresentados o cronograma e as orientações para participação das escolas.
As inscrições seguem abertas até o dia 26 de abril e devem ser feitas por professores orientadores, por meio de formulário disponível no site oficial da mostra. Na mesma página, os participantes encontram o Guia de Elaboração de Projetos com orientações detalhadas para a edição deste ano.
O secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, destacou o potencial da mostra para dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos nas escolas. “Tenho certeza de que esta iniciativa resultará em trabalhos inovadores e experiências que transcenderão os limites danossa região, impactando positivamente o Brasil”, declarou.
A programação da mostra está prevista para os dias 25 e 26 de novembro, também em Rio Branco. O evento deve reunir projetos de estudantes e professores de escolas públicas e privadas, contemplando áreas como Ciências Humanas, Linguagens, Ciências da Natureza, Matemática, além de Robótica, Automação e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Segundo a coordenadora-geral da Mostra Viver Ciência, Anne Ruela, a expectativa é ampliar a participação das escolas em 2026. “Estamos muito felizes com o lançamento da Mostra Viver Ciência. Desde o ano passado, passamos a realizar o acompanhamento pedagógico dos projetos, contribuindo com a escrita dos professores e o desenvolvimento das pesquisas nas escolas. Nossa expectativa é aumentar o número de participações, até porque teremos mais tempo de acompanhamento neste ano”, destacou.
Ela também ressaltou a simplificação do processo de inscrição. “A inscrição está bem facilitada, com apenas alguns itens básicos do projeto. Em seguida, o professor recebe um documento para complementar as informações. Tudo está disponível no site da mostra, de forma muito acessível”, explicou.
A edição de 2026 pretende fortalecer a conexão entre ciência, cultura e território, estimulando investigações que dialoguem com o contexto amazônico e promovam o protagonismo estudantil.

A gestora da Escola Sebastião Pedrosa, Maria Sandi Silva Guedes, enfatizou a importância da participação contínua das instituições de ensino. “Nós, enquanto escola, sempre participamos. Já desenvolvemos cerca de 40 projetos e, a cada ano, buscamos envolver mais estudantes em pesquisas e investigações, garantindo uma aprendizagem de qualidade”, afirmou.


