A discussão sobre a abordagem policial de pessoas autistas no Acre entrou na pauta da Polícia Militar do Acre nesta quinta-feira (7), durante um encontro com representantes de grupos vulneráveis e familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A reunião teve como principal objetivo revisar e aprimorar os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) utilizados pela corporação durante abordagens policiais, buscando uma atuação mais humanizada, inclusiva e preparada para lidar com diferentes realidades sociais e comportamentais.
Durante o encontro, representantes de movimentos sociais relataram experiências vividas em abordagens e destacaram dificuldades enfrentadas por pessoas neurodivergentes em situações de crise ou estresse. Familiares também apresentaram sugestões para melhorar a comunicação entre policiais e cidadãos durante ocorrências.
Entre os temas debatidos estiveram a identificação de pessoas autistas em situações sensíveis, o uso adequado da linguagem durante abordagens, a prevenção de constrangimentos e o respeito à identidade de gênero e orientação sexual.
A corporação também discutiu a importância da capacitação contínua dos policiais militares, especialmente para garantir mais segurança tanto para os agentes quanto para a população durante atendimentos envolvendo grupos vulneráveis.
A iniciativa reforça o posicionamento da Polícia Militar do Acre em fortalecer uma política de segurança pública baseada no diálogo, na escuta ativa e no respeito aos direitos fundamentais.
Nos bastidores, a avaliação é que ações desse tipo ajudam a aproximar a população das forças de segurança e reduzem situações de conflito causadas por falta de preparo ou desconhecimento sobre condições neurodivergentes.


