A ação itinerante do Idaf tem levado serviços de defesa agropecuária a comunidades isoladas de Feijó e vem chamando atenção pela presença do poder público em regiões de difícil acesso no Acre. Desta vez, a equipe percorreu horas de viagem pelo rio Jurupari até chegar ao Seringal Humaitá, onde levou orientação técnica, atendimento e serviços essenciais a produtores rurais que, na maioria das vezes, não conseguem acesso a esse tipo de suporte.
A ação, realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), busca aproximar equipes técnicas de agricultores que dependem diretamente da produção local para sobreviver.
Durante a atividade, moradores destacaram a importância da presença do órgão na comunidade. Para muitos, foi a primeira vez que puderam tirar dúvidas diretamente com técnicos especializados.
O presidente da Associação Igarapé Grande, Luiz Rodrigues Oliveira, afirmou que a iniciativa representa um marco para a região. Segundo ele, a comunidade aguardava há muito tempo por um atendimento desse tipo e a visita ajudou a esclarecer dúvidas comuns sobre o trabalho do Idaf.
Já a produtora rural Maria de Fátima Nascimento destacou que o encontro permitiu aprender mais sobre doenças que podem afetar lavouras e comprometer a produção, algo que impacta diretamente a renda das famílias da região.

A comunidade, formada por produtores que vivem principalmente da fabricação de farinha de mandioca, demonstrou preocupação especial com pragas como a vassoura-de-bruxa da mandioca e o mandarová, que podem comprometer toda a produção agrícola.
Segundo o Idaf, a ação também inclui orientações sobre emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), vacinação contra brucelose, regularização de propriedades rurais e controle de doenças que afetam culturas como cacau, cupuaçu e banana.
Além disso, os produtores receberam informações sobre o uso correto de agrotóxicos, receituário agronômico e descarte adequado de embalagens, reforçando práticas mais seguras no campo.
O chefe da unidade do Idaf em Feijó, médico veterinário Vinícius Braga, destacou que a presença do órgão em áreas remotas é essencial para fortalecer o monitoramento das propriedades e ampliar a segurança sanitária no campo acreano.


