Os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações de um possível acordo que pode transformar o atual cessar-fogo em uma solução mais duradoura para o conflito no Oriente Médio.
Segundo autoridades americanas, as discussões envolvem um “memorando de entendimento” que estabeleceria um roteiro para encerrar os confrontos e resolver impasses relacionados ao programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado dos EUA, Macron Rubio, afirmou nesta segunda-feira (25) que existe “algo bastante sólido” sendo negociado entre os dois países.
“Ou teremos um bom acordo ou teremos que lidar com isso de outra forma”, declarou Rubio durante visita à Índia.
Entre os principais pontos discutidos está a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Além disso, o acordo prevê um prazo de 60 dias para que as partes avancem em uma negociação definitiva sobre o programa nuclear iraniano.
Segundo um alto funcionário do governo americano ouvido pela CNN, o objetivo é garantir que o Irã nunca desenvolva armas nucleares.
O possível entendimento também prevê que Teerã abandone o urânio altamente enriquecido, chamado pelo presidente Donald Trump de “poeira nuclear”.
Ainda não há definição sobre como esse material seria descartado, tema que deve ser debatido na próxima fase das negociações.
Do lado iraniano, o discurso segue mais cauteloso.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que houve avanços importantes, mas negou que exista um acordo pronto para assinatura.
Trump também comentou o tema no domingo (24) e afirmou que só aceitará um acordo “forte e adequado”.
“Não será como o acordo feito por Obama”, escreveu o presidente americano em publicação na Truth Social.
Apesar do avanço nas negociações, o acordo ainda depende de definições importantes e pode enfrentar resistência política dos dois lados.
Se confirmado, o entendimento pode representar o maior avanço diplomático entre EUA e Irã nos últimos anos e reduzir significativamente o risco de uma nova guerra no Oriente Médio.




