Acre tem mais de 107 mil famílias endividadas; cartão de crédito lidera dívidas
O número de famílias endividadas no Acre segue elevado. Segundo levantamento divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), 107.877 famílias acreanas estavam com algum tipo de dívida em abril de 2026, mesmo com uma leve redução registrada em comparação ao mês anterior.
Apesar da pequena queda de 0,54% em relação a março, o volume ainda acende um alerta sobre o impacto do custo de vida, do crédito e das despesas acumuladas no orçamento doméstico.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nacionalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e mostram que o Acre registrou o menor índice de endividamento desde agosto do ano passado.
Mais de 50 mil famílias estão inadimplentes
Entre os lares acreanos com dívidas, 50.512 famílias estão com contas em atraso, o equivalente a 38,1% do total. O número representa uma queda de 1,54% em relação ao mês anterior.
Por outro lado, aumentou a quantidade de famílias que dizem não conseguir pagar as dívidas. O contingente passou de 15.133 para 15.397 famílias, indicando maior dificuldade financeira para parte da população.
Segundo a pesquisa, o maior nível de endividamento continua concentrado entre famílias com renda de até três salários mínimos, grupo mais afetado pelos custos básicos do dia a dia.
O cartão de crédito segue como principal responsável pelo endividamento, principalmente por compras parceladas de itens de consumo cotidiano.
Brasil registra alta no endividamento
Enquanto o Acre apresentou leve redução, o cenário nacional seguiu na direção oposta. Em abril, 80,9% das famílias brasileiras estavam endividadas, marcando o quarto mês seguido de alta, segundo a CNC.
Ainda conforme o levantamento, cerca de 14,7 milhões de famílias no país possuem dívidas, sendo que 5,5 milhões estão com contas em atraso.
O assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, avalia que fatores como juros elevados, reajustes nos combustíveis e aumento da energia elétrica podem pressionar ainda mais o orçamento familiar nos próximos meses.