10 de junho de 2026

Bebê morre atingido por linha de pipa com cerol em Belo Horizonte

Bebê morre atingido por linha de pipa com cerol em Belo Horizonte

Na tarde desta quarta-feira (28), um caso trágico chocou o país: um bebê morre atingido por linha de pipa com cerol em Belo Horizonte enquanto brincava em um velocípede. A criança, de apenas 1 ano e 9 meses, não resistiu ao corte profundo no pescoço e faleceu após ser socorrida.

O bebê, identificado como Ravi Dias, estava brincando na Rua Treze, bairro Arvoredo II, quando uma motocicleta passou com uma linha de pipa com cerol presa. A linha atingiu o pescoço da criança, causando um ferimento grave. Ravi foi levado às pressas para a UPA da região, mas não resistiu.

- Publicidade -

Bebê morre atingido por linha de pipa com cerol em Belo Horizonte

Um jovem de 19 anos confessou estar empinando pipa com cerol e foi preso em flagrante por homicídio culposo. A Polícia Civil recolheu carretéis e linha usados pelo suspeito e encaminhou o corpo da criança ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.

O cerol é uma mistura de cola com vidro moído, usada para cortar outras pipas. Apesar de popular, é extremamente perigoso e já provocou diversos acidentes fatais envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres. Em alguns estados, o uso do cerol é proibido por lei, com previsão de multa e até prisão.

A morte de Ravi gerou comoção nas redes sociais, com milhares de mensagens de indignação e pedidos de maior fiscalização. Autoridades reforçaram que o uso de linha com cerol é ilegal e que campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, especialmente em períodos de férias escolares.

Especialistas defendem que escolas e comunidades devem reforçar a conscientização sobre os riscos do cerol e da chamada “linha chilena”, ainda mais cortante. A tragédia reacende o debate sobre políticas públicas de prevenção e fiscalização, além da necessidade de responsabilização criminal em casos de acidentes fatais.

A morte de uma criança tão pequena em circunstâncias tão violentas reforça a urgência de medidas mais rigorosas. O caso deve servir como alerta para famílias, autoridades e sociedade em geral sobre os perigos de práticas aparentemente inocentes, mas que podem ser fatais.