Na tarde desta quarta-feira (28), um caso trágico chocou o país: um bebê morre atingido por linha de pipa com cerol em Belo Horizonte enquanto brincava em um velocípede. A criança, de apenas 1 ano e 9 meses, não resistiu ao corte profundo no pescoço e faleceu após ser socorrida.
O bebê, identificado como Ravi Dias, estava brincando na Rua Treze, bairro Arvoredo II, quando uma motocicleta passou com uma linha de pipa com cerol presa. A linha atingiu o pescoço da criança, causando um ferimento grave. Ravi foi levado às pressas para a UPA da região, mas não resistiu.

Um jovem de 19 anos confessou estar empinando pipa com cerol e foi preso em flagrante por homicídio culposo. A Polícia Civil recolheu carretéis e linha usados pelo suspeito e encaminhou o corpo da criança ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.
O cerol é uma mistura de cola com vidro moído, usada para cortar outras pipas. Apesar de popular, é extremamente perigoso e já provocou diversos acidentes fatais envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres. Em alguns estados, o uso do cerol é proibido por lei, com previsão de multa e até prisão.
A morte de Ravi gerou comoção nas redes sociais, com milhares de mensagens de indignação e pedidos de maior fiscalização. Autoridades reforçaram que o uso de linha com cerol é ilegal e que campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, especialmente em períodos de férias escolares.
Especialistas defendem que escolas e comunidades devem reforçar a conscientização sobre os riscos do cerol e da chamada “linha chilena”, ainda mais cortante. A tragédia reacende o debate sobre políticas públicas de prevenção e fiscalização, além da necessidade de responsabilização criminal em casos de acidentes fatais.
A morte de uma criança tão pequena em circunstâncias tão violentas reforça a urgência de medidas mais rigorosas. O caso deve servir como alerta para famílias, autoridades e sociedade em geral sobre os perigos de práticas aparentemente inocentes, mas que podem ser fatais.



