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POLICIAL

Caso Benício: polícia aponta erro médico e overdose de adrenalina como causa da morte de criança em Manaus

Por Marcos Henrique 04/05/2026 10:27 Atualizado em 04/05/2026 10:28
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A morte do menino Benício, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025, em um hospital particular de Manaus, foi resultado de um erro médico grave, segundo conclusão da investigação policial divulgada no último domingo (3).

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De acordo com o inquérito, a criança morreu após receber uma dose excessiva de adrenalina aplicada diretamente na veia — procedimento considerado inadequado para o caso. A indicação correta seria a administração por inalação. Peritos apontaram que o quadro se tornou irreversível após a aplicação do medicamento.

Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia com sintomas de tosse seca e sem sinais de gravidade. Ainda assim, a médica responsável pelo atendimento prescreveu adrenalina intravenosa, considerada uma medicação de alta vigilância.

A técnica de enfermagem responsável aplicou o medicamento mesmo após questionamentos da mãe da criança. Pouco tempo depois, o menino apresentou piora e precisou ser levado à chamada “sala vermelha”, sendo posteriormente transferido para a UTI, onde morreu cerca de 14 horas depois.

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Foto: Reprodução/TV Globo

A polícia indiciou a médica responsável pela prescrição e a técnica de enfermagem por homicídio doloso com dolo eventual — quando há consciência do risco de causar a morte. A investigação também apontou que a médica teria demonstrado indiferença durante o atendimento, trocando mensagens sobre venda de produtos enquanto acompanhava o caso.

Além disso, ela também foi indiciada por fraude processual e falsidade ideológica, após tentar atribuir o erro a uma suposta falha no sistema do hospital — hipótese descartada por perícia técnica.

Foto: Reprodução/TV Globo

A técnica de enfermagem, com poucos meses de experiência, também foi responsabilizada por descumprir protocolos de segurança, como a dupla checagem, mesmo após orientação para utilizar a medicação por inalação.

O inquérito ainda identificou problemas estruturais no hospital, como número insuficiente de profissionais e ausência de farmacêutico para conferência de prescrições. Diante disso, os diretores da unidade também foram indiciados, neste caso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há negligência.

Segundo a polícia, a unidade priorizava a redução de custos, o que teria contribuído para as falhas no atendimento.

Família pede justiça

Foto: Reprodução/TV Globo

Os pais de Benício afirmaram que esperam punição para os responsáveis e destacaram a importância do caso para evitar novas tragédias.

A defesa da médica nega irregularidades e sustenta que houve falha no sistema e problemas no atendimento posterior. Já o hospital informou que ainda não foi oficialmente notificado sobre o indiciamento, mas afirmou estar à disposição das autoridades.

Veja:
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