A contratação de Virginia Fonseca para um projeto ligado à cobertura da Copa do Mundo no “Domingão com Huck” ainda nem estreou, mas já vem provocando repercussão fora — e dentro — dos bastidores da Globo. A coluna apurou que a decisão dividiu opiniões na equipe do programa e encontrou resistência entre parte dos profissionais envolvidos na produção.
Luciano Huck, vale dizer, é considerado um dos chefes mais queridos e respeitados nos bastidores da atração. Internamente, o apresentador mantém uma relação próxima com a equipe, costuma ouvir sugestões, trocar ideias e abrir espaço para debates sobre quadros e decisões criativas. É alguém visto como agregador dentro do programa. Mas, desta vez, a situação parece ter seguido um caminho diferente.
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Nos bastidores, há quem avalie que a chegada de Virginia gerou mais dúvidas do que entusiasmo. Parte da equipe teria recebido a notícia com certa preocupação e questionado, principalmente, o encaixe da influenciadora no formato pensado para a Copa.
O principal ponto levantado nos corredores não envolve somente a rejeição pessoal, mas uma preocupação prática: o volume de trabalho que a participação dela pode gerar para as equipes de produção e criação.
Entre profissionais do programa, existe a avaliação de que Virginia trabalha muito apoiada em sua própria imagem e no alcance gigantesco que possui nas redes sociais, mas que, em televisão, especialmente em um formato de entrevistas e interação, a dinâmica pode exigir outra construção. Há quem tema que seja necessário um trabalho maior de preparação, desenvolvimento de pautas, condução e estruturação de conteúdo.
Em outras palavras: menos improviso e mais suporte.
A percepção interna — compartilhada por parte da equipe, embora longe de ser unânime — é de que talvez o desafio não seja fazer Virginia aparecer, porque audiência ela entrega. O desafio seria transformar repercussão em conteúdo.
E isso ajuda a explicar por que o assunto gerou tanto debate internamente.
Ainda assim, quem conhece Luciano Huck afirma que dificilmente uma repercussão negativa inicial faria o apresentador voltar atrás. O histórico dele mostra justamente o contrário: Huck costuma apostar em nomes capazes de provocar conversa, barulho e engajamento — especialmente em tempos em que a TV também precisa disputar atenção com o celular.
E, nesse aspecto, antes mesmo de entrar no ar, Virgínia já entregou a primeira missão: virou assunto.



