A criança com cardiopatia no Acre luta pela vida após passar por cirurgia e enfrentar novas complicações de saúde, mobilizando a família em busca de tratamento e suporte para manter os cuidados necessários.
Auliano Olavo da Silva Jaminawa, de pouco mais de 1 ano, nasceu em Assis Brasil, no interior do estado, com uma cardiopatia congênita e desde então vive entre internações e tratamentos médicos.
Segundo a mãe, Leda Barbosa Olavo Jaminawa, o bebê passou praticamente toda a vida em hospitais. Logo após o nascimento, ele precisou ser transferido para Rio Branco e, posteriormente, para São Paulo, onde realizou uma cirurgia cardiovascular em dezembro do ano passado.
“Meu bebê luta pela vida desde que nasceu”, relatou.
Após o procedimento, a criança retornou ao Acre e chegou a receber alta hospitalar, passando a seguir o tratamento em casa com o uso de cânula de traqueostomia e alimentação por sonda.
No entanto, a família relata dificuldades para manter o cuidado domiciliar, principalmente pela falta de insumos e oxigênio, essenciais para a sobrevivência do bebê.
De acordo com a mãe, a situação levou à necessidade de um novo atendimento emergencial na última sexta-feira (1º), quando a criança apresentou febre constante e precisou ser levada novamente a uma unidade de saúde.
Dificuldades enfrentadas pela família
Além dos desafios de saúde, a família também enfrenta dificuldades financeiras e sociais. Após deixar a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), eles passaram a morar de aluguel em Rio Branco.
A renda da família vem principalmente do trabalho do pai, agente de proteção etnoambiental, além do auxílio do Bolsa Família. Mesmo assim, os custos com tratamento, alimentação especial e moradia tornam a situação ainda mais delicada.
“Está muito difícil passar por isso aqui sozinha”, desabafou a mãe.
O que diz a Sesacre
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que o paciente recebeu atendimento integral na rede estadual enquanto houve necessidade de internação.
Segundo o órgão, a alta foi concedida após avaliação multiprofissional, com orientações à família sobre os cuidados necessários, incluindo o uso de equipamentos como traqueostomia.
A Sesacre também destacou que o acompanhamento domiciliar deve ser realizado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), vinculado à gestão municipal, responsável por visitas e fornecimento de insumos.
Com informações do G1 Acre.


