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Prefeitura prorroga grupo que avalia crise no transporte coletivo de Rio Branco por mais 30 dias

Foto: Amanda de Oliveira/ Rede Amazônica Acre.

A crise no transporte coletivo de Rio Branco segue sem solução definitiva. A Prefeitura decidiu prorrogar por mais 30 dias o prazo do grupo de trabalho responsável por analisar a situação do sistema de ônibus da capital. A medida foi publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial do Estado (DOE).

Segundo a gestão municipal, o prazo inicial não foi suficiente para concluir os levantamentos técnicos, financeiros e operacionais necessários para a elaboração de um diagnóstico mais completo sobre o serviço.

O grupo foi criado em abril deste ano, após o agravamento dos problemas no transporte coletivo da capital, que enfrenta dificuldades desde o fim de 2021 e entrou em colapso em abril deste ano.

Em nota, a Prefeitura de Rio Branco informou que a prorrogação busca garantir maior qualidade na análise do sistema antes da tomada de decisões.

“A prorrogação tem como objetivo garantir a continuidade dos levantamentos técnicos, operacionais, financeiros e administrativos necessários para a elaboração de um diagnóstico completo e adequado sobre o sistema de transporte coletivo público municipal”, informou a gestão.

A medida está prevista no próprio decreto que criou o grupo de trabalho e ocorre em meio à situação de emergência no transporte coletivo urbano da capital.

Crise se arrasta e afeta passageiros

O sistema de transporte público de Rio Branco enfrenta instabilidades há anos. Atualmente, a operação é feita pela empresa Ricco Transportes, responsável pelas linhas desde fevereiro de 2022, após a saída da Auto Viação Floresta.

O serviço, no entanto, funciona por meio de contratos emergenciais renovados periodicamente.

A situação se agravou em abril, quando motoristas e demais trabalhadores do setor paralisaram completamente a frota por cerca de 24 horas, cobrando salários atrasados e direitos trabalhistas.

Na ocasião, o Terminal Urbano amanheceu vazio, deixando milhares de passageiros sem ônibus.

Antes disso, em março, a empresa já havia reduzido a circulação ao suspender 31 das 50 linhas, alegando problemas mecânicos e falta de condições adequadas nas vias da cidade.

Outro episódio recente envolvendo o sistema ocorreu na última semana, quando o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14) determinou que a Prefeitura de Rio Branco e a Ricco publiquem cópias do contrato de concessão do transporte coletivo em até cinco dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

O que diz a Prefeitura?

Segundo o secretário especial para Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais, Jorge Eduardo Bezerra, o tema exige cautela devido à complexidade da situação.

“O prazo inicial de 30 dias não foi suficiente para concluir todos os levantamentos necessários. Por isso, a comissão precisou da prorrogação para trabalhar com mais qualidade, eficiência e responsabilidade”, afirmou.

A prefeitura informou ainda que o grupo segue reunindo dados junto a órgãos municipais para formular medidas voltadas à melhoria da mobilidade urbana e da prestação do serviço à população.

Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando incertezas sobre o futuro do transporte coletivo da capital.

Com informações do G1 Acre.

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