Defesa de loja acusada de calote nega golpe e atribui atrasos a retenções na Receita Federal
A defesa da loja Store de Fã afirmou que os atrasos nas entregas e nos reembolsos teriam sido provocados por problemas nas importações de CDs e discos de vinil vendidos pela empresa. Em ligação com a reportagem do portal LeoDias, o advogado João Felipe, responsável pelo caso, afirmou que a loja atua há cerca de seis anos no mercado voltado a fãs de música e construiu uma base fiel de clientes ao longo desse período.
De acordo com o advogado, as dificuldades começaram após diversas encomendas ficarem retidas na Receita Federal, especialmente a partir do fim do ano passado. “Aí que começou a dar o problema. Produto não chega, cliente reclama, os impostos foram lá em cima, caixa vai lá embaixo, impactou o fluxo. As coisas vinham pendendo em uma normalização, até que começaram muitos ataques e cancelamentos de produtos que não estavam em atraso. Então está com efeito manada grande”, explicou. O representante disse ainda que as importações eram realizadas no CPF da proprietária da loja, o que teria aumentado a fiscalização e os custos tributários das mercadorias.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Discos de vinil foram populares entre as décadas de 1960 e 1980, porém, até hoje contam com adeptosCrédito: Shirley Stolze – Ag. A TARDE Loja Store de Fã foi denunciada por mais de 300 consumidoresReprodução: X/@Store_defa Nota da loja sobre os ataques à proprietáriaReprodução: X/@Store_defa Um dos diversos relatos feitos no XReprodução: X/@tayliviebrinns Discos de vinil foram populares entre as décadas de 1960 e 1980, porém, até hoje contam com adeptosFoto: Arquivo pessoal/Cledson Branco
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Ainda segundo a defesa, a retenção das caixas e a cobrança de impostos mais altos afetaram diretamente o fluxo financeiro da empresa, provocando atrasos nas entregas e nos reembolsos. João Felipe negou que o caso se trate de golpe ou estelionato e atribuiu a situação a falhas na gestão das importações. “Foi um desconhecimento ou amadorismo nessa parte”, afirmou.
O advogado também declarou que a empresária, Bruna Luyse Biachi Charão, vem sofrendo ameaças após a repercussão do caso nas redes sociais. Segundo ele, consumidores chegaram a divulgar o endereço residencial da proprietária, o que teria provocado preocupação com a integridade física dela.
A defesa afirmou que mais de 300 reclamações passaram a ser registradas nos últimos meses e que a queda nas vendas agravou ainda mais a crise financeira da loja. De acordo com João Felipe, o faturamento praticamente zerou após denúncias públicas e problemas no perfil da empresa no Instagram.
Segundo o advogado, a proprietária estuda propostas de parcelamento para iniciar os reembolsos a partir de outubro e pretende quitar os débitos até 2027 ou 2028. Ele também contou que a empresária busca uma nova fonte de renda para auxiliar nos pagamentos aos clientes e que, inclusive, conseguiu retorno de uma vaga na qual se candidatou para começar a trabalhar.
A defesa sustenta, ainda, que a eventual liberação das encomendas retidas pela alfândega poderia resolver parte significativa dos problemas enfrentados atualmente pela empresa.