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POLICIAL

Deolane Bezerra é transferida para penitenciária superlotada no interior de São Paulo

Por Marcos Henrique 22/05/2026 10:16
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi transferida na manhã desta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

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A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves. Deolane deixou a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista, por volta das 5h, onde passou a primeira noite após a prisão.

Ela foi detida em sua residência em Alphaville, em Barueri, durante uma ação do Ministério Público e da Polícia Civil. A investigação aponta que a influenciadora teria participação na estrutura financeira da facção criminosa.

Segundo o inquérito, contas vinculadas à advogada eram usadas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Os investigadores afirmam ainda que valores atribuídos ao PCC eram misturados a recursos de outras atividades para posteriormente serem reinseridos na economia formal.

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A Justiça manteve a prisão preventiva de Deolane após audiência de custódia realizada na quinta-feira (21). Ao deixar a sede da Polícia Civil antes da transferência, a influenciadora afirmou que “a Justiça vai ser feita”.

Em nota, a defesa negou as acusações e declarou que a inocência da advogada será comprovada no decorrer do processo.

A Penitenciária Feminina de Tupi Paulista possui capacidade para 714 detentas, mas atualmente abriga 873 mulheres, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Foto: Van Campos/Agnews

Antes da transferência, Deolane ficou na Penitenciária Feminina de Santana, considerada a maior unidade prisional feminina do estado de São Paulo. O local também opera acima da capacidade, com 2.825 presas para um limite de 2.686 vagas.

A unidade fica próxima à área onde funcionava o antigo Complexo do Carandiru, cenário do massacre de 1992 que resultou na morte de 111 detentos e marcou a história do sistema prisional brasileiro.

A polícia afirma que o esquema investigado movimentava valores milionários por meio de empresas ligadas à advogada. Entre os bens citados na investigação estão veículos de luxo, como uma Ferrari SF90 Stradale avaliada em R$ 4,7 milhões e um Porsche 911 Carrera.

As autoridades apuram se os bens teriam sido utilizados para ocultar e dar aparência legal ao dinheiro proveniente das atividades criminosas investigadas.

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