Sabe aquele saldo abandonado em alguma conta inativa que você talvez nem lembre que existe? Esse montante, que soma bilhões de reais em todo o país, está prestes a ganhar uma nova utilidade. As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12/5) para transferir esses valores não resgatados para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo governo federal. A medida faz parte da regulamentação do Desenrola 2.0, a nova fase do programa cria do para ajudar os brasileiros a limparem o nome.
O Ministério da Fazenda pretende utilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões dessa verba ociosa para viabilizar os descontos oferecidos aos endividados. O dinheiro atuará como uma espécie de “seguro”: se alguém renegociar uma pendência pelo Desenrola e não conseguir pagar as parcelas (o famoso calote), o fundo público usa esse saldo para cobrir o prejuízo dos bancos. Segundo a pasta, a movimentação tira esse dinheiro das gavetas das instituições financeiras e o coloca para gerar benefícios reais na economia.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Inflação deu trégua em outubroReprodução: Internet Marcelo Camargo/Agência Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Ricardo Stuckert
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Os números do Banco Central chamam a atenção, já que atualmente, existem R$ 10,55 bilhões esperando por resgate. A maior fatia, cerca de R$ 8,15 bilhões, pertence a 47 milhões de pessoas físicas. O restante, R$ 2,4 bilhões, é de direito de pouco mais de 5 milhões de empresas.
Vou perder meu dinheiro?
A resposta curta é: não precisa se desesperar. O governo garantiu que o direito ao saque não será extinto de imediato para quem resolver procurar o dinheiro atrasado. Para garantir que os verdadeiros donos possam reaver suas quantias, 10% de todo o saldo transferido pelos bancos ficará bloqueado e disponível exclusivamente para cobrir os pedidos de resgate.
Além disso, a Fazenda publicará em breve um edital oficial de chamamento. A partir da divulgação desse documento, os correntistas terão um prazo de 30 dias corridos para apresentar a documentação necessária e contestar a transferência dos seus valores.


