O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar suspeitas de desvio e uso irregular de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (15) e ocorre dentro do contexto das discussões sobre transparência e rastreabilidade das chamadas emendas parlamentares. O caso será analisado separadamente em um procedimento sigiloso no STF.
A apuração foi motivada por representações apresentadas pelos deputados federais Tabata Amaral e Henrique Vieira, que apontaram possíveis irregularidades no direcionamento de recursos públicos para entidades culturais supostamente ligadas à produção do longa-metragem.
Segundo os parlamentares, há indícios de que recursos enviados por meio de emendas parlamentares teriam beneficiado organizações relacionadas à produtora responsável pelo filme. A investigação também envolve suspeitas de falta de transparência e possível desvio de finalidade na aplicação dos recursos.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações sobre pedidos de apoio financeiro feitos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para ajudar no financiamento do projeto cinematográfico.
Além do filme “Dark Horse”, a investigação deve analisar a destinação de verbas para ONGs e projetos culturais relacionados a parlamentares aliados do ex-presidente. Entre os nomes citados nas discussões estão os deputados Mario Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon.
Até o momento, não há decisão judicial sobre eventuais irregularidades, e os envolvidos negam uso indevido de recursos públicos. A investigação seguirá sob sigilo.


