Empresários avaliam desgaste de Flávio Bolsonaro após áudio vazado e passam a monitorar Zema
O vazamento de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro provocou forte repercussão entre empresários e lideranças do mercado financeiro durante encontros da Brasil Week, em Nova York. Segundo reportagem da CNN Brasil, parte da elite empresarial já avalia o episódio como um possível ponto de desgaste irreversível para a pré-campanha presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O áudio divulgado mostra Flávio Bolsonaro pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro. A revelação gerou desconforto no setor empresarial e abriu discussões sobre alternativas da direita para a disputa presidencial de 2026.
Durante eventos realizados em Nova York, empresários classificaram a situação como uma “bomba política” e compararam o impacto ao chamado “Joesley Day”, episódio que abalou o mercado financeiro em 2017 após a delação dos irmãos Batista.
Com o desgaste de Flávio, o nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, passou a ganhar força entre empresários e integrantes do mercado financeiro. Segundo relatos obtidos pela CNN, Zema foi recebido com entusiasmo durante compromissos nos Estados Unidos e passou a ser visto como uma alternativa viável no campo da direita.
O próprio Zema criticou publicamente o conteúdo do áudio. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político afirmou que ouvir Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro seria “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros”.
Além de Zema, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também aparece entre os nomes monitorados por setores da direita e do empresariado como possíveis alternativas para 2026.
Nas redes sociais, o impacto também foi significativo. Relatórios de monitoramento apontaram aumento expressivo de menções negativas a Flávio Bolsonaro, enquanto Zema registrou crescimento na repercussão positiva entre eleitores da direita.
Mesmo diante da crise, aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que o episódio não inviabiliza sua candidatura e defendem que o financiamento privado do filme não configura irregularidade.