Novas informações sobre o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, apontam que a direção da escola teria sido avisada dias antes sobre situações de bullying envolvendo o adolescente de 13 anos responsável pelos disparos.
O caso aconteceu na última terça-feira (5) e terminou com a morte de duas servidoras da instituição, causando grande repercussão no Acre.
Segundo relato apresentado durante entrevista ao programa Café com Notícias, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente e proprietário da pistola calibre .380 utilizada no ataque, teria procurado a escola anteriormente para reclamar das situações enfrentadas pelo garoto.
De acordo com uma testemunha que preferiu não se identificar, a servidora Raquel Sales, uma das vítimas do atentado, teria comentado que o advogado afirmou à direção da escola que, caso o problema não fosse resolvido, ele mesmo tomaria providências.
Ainda segundo o depoimento, o padrasto teria dito que, por o adolescente ser menor de idade, “não daria em nada”. As informações foram divulgadas pela repórter Janequeli Silva.
Ataque deixou duas servidoras mortas
Durante o atentado, as servidoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales tentaram proteger alunos e funcionários da escola, mas acabaram baleadas e morreram.
Além das duas vítimas fatais, uma funcionária atingida no pé e uma estudante de 11 anos baleada na perna ficaram feridas. Ambas receberam atendimento médico e já tiveram alta hospitalar.
Após o crime, as aulas das redes pública e privada de Rio Branco foram suspensas até esta sexta-feira (8).
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, Samu, Delegacia de Homicídios e Instituto Médico Legal (IML).


