Escolas de Sena Madureira adotam novo protocolo de segurança após ataque em Rio Branco
As escolas da rede estadual em Sena Madureira passarão a adotar, a partir da próxima segunda-feira, 11 de maio, um novo método de controle e segurança nas unidades de ensino. A medida foi anunciada após o ataque registrado nesta semana em um colégio de Rio Branco, que gerou preocupação entre pais, alunos e profissionais da educação em todo o estado.
De acordo com comunicado emitido pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), as novas regras seguem as determinações do OFÍCIO-CIRCULAR Nº 50/2026/SEE, da Instrução Normativa SEE nº 5/2023 e também do Guia Prático Escola Segura.
Entre as principais mudanças está a inspeção visual de mochilas, bolsas e demais pertences dos estudantes logo na entrada das escolas estaduais.
Segundo o protocolo, o próprio aluno deverá abrir a mochila ou bolsa para que um servidor da unidade realize uma verificação visual. O objetivo é identificar possíveis objetos proibidos ou considerados perigosos antes do acesso às salas de aula.
O procedimento seguirá as seguintes etapas:
- O estudante deverá abrir a mochila ou bolsa;
- Um servidor fará a observação visual do interior;
- Será realizada a verificação de objetos suspeitos ou proibidos;
- Após a inspeção, o aluno será liberado para entrar na escola.
Outra medida prevista é a implantação de acesso único nas unidades escolares. Com isso, alunos, pais, responsáveis e visitantes deverão entrar exclusivamente pelo portão principal.
A SEE também informou que pessoas não autorizadas estarão proibidas de circular em corredores, salas de aula, áreas administrativas, pátios e demais espaços internos das escolas.
Pais, responsáveis e visitantes precisarão passar por identificação na entrada e, caso estejam portando bolsas ou mochilas, também poderão ser submetidos à inspeção visual dos pertences.
A secretaria ressaltou ainda que o procedimento possui caráter preventivo e institucional, devendo ser realizado de forma respeitosa, sem contato físico inadequado, discriminação ou violação da intimidade dos estudantes e demais pessoas que acessarem o ambiente escolar.
A adoção das novas medidas busca reforçar a segurança nas escolas estaduais acreanas e ampliar a sensação de proteção após o episódio registrado na capital.