O fim da jornada 6×1 no Acre pode mudar a rotina de mais de 37 mil trabalhadores no estado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Caso a proposta avance, profissionais que atualmente trabalham seis dias por semana com apenas um de descanso poderão migrar para o modelo 5×2.
De acordo com os dados, 37.544 trabalhadores acreanos estão atualmente inseridos na escala 6×1, o equivalente a 37,23% dos vínculos de trabalho analisados no estado.
Por outro lado, 63.312 pessoas já cumprem a jornada 5×2 no Acre, representando 62,77% do total registrado.
Além da mudança no modelo de escala, a proposta em discussão prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. Se aprovada, a medida poderá alcançar aproximadamente 90.490 trabalhadores acreanos.
O impacto deve atingir profissionais de setores como comércio, serviços, indústria e logística, áreas onde a carga horária extensa e o trabalho em fins de semana ainda são comuns.
Em nível nacional, o levantamento do Ministério do Trabalho aponta que 44,7 milhões de trabalhadores possuem jornada registrada no país. Desse total, cerca de 14,9 milhões ainda atuam sob o regime 6×1 e poderiam ser diretamente beneficiados com a adoção do modelo 5×2.
Os dados também revelam que 38,6 milhões de brasileiros trabalham acima de 40 horas semanais. Desses, 37,2 milhões cumprem jornadas de 44 horas, enquanto outros 1,4 milhão atuam entre 40,1 e 43,9 horas por semana.
Na região Norte, onde o Acre está inserido, aproximadamente 751,7 mil trabalhadores seguem na escala 6×1. O Sudeste lidera o ranking nacional, com cerca de 7 milhões de pessoas nesse regime, enquanto São Paulo concentra o maior volume absoluto do país, somando 4,28 milhões de trabalhadores.
Embora ainda dependa de aprovação, a proposta já movimenta discussões entre trabalhadores, empresários e especialistas sobre os impactos econômicos e sociais da possível mudança.


