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BRASIL

Flávio Bolsonaro diz que dinheiro de filme foi para fundo ligado a advogado nos EUA

Por Camila Souza 14/05/2026 19:16
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (14) que os recursos pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram destinados a um fundo administrado nos Estados Unidos por um advogado ligado à família Bolsonaro.

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Segundo o senador, o dinheiro não teria sido direcionado ao irmão, Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA, e teria sido usado integralmente para financiar a produção cinematográfica.

A declaração ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades na origem e no destino dos valores envolvidos no projeto.

Os pagamentos citados somam cerca de R$ 61 milhões e teriam sido realizados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília e é investigado por fraudes financeiras e suspeitas de lavagem de dinheiro.

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De acordo com Flávio Bolsonaro, os recursos passaram por uma estrutura jurídica nos Estados Unidos, envolvendo um fundo ligado a um advogado que atuou no processo migratório de Eduardo Bolsonaro.

“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou o senador.

O caso também envolve apurações sobre a empresa Entre Investimentos e Participações e o fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas.

Segundo reportagens, esses veículos teriam sido usados na movimentação dos valores destinados ao projeto audiovisual.

Flávio Bolsonaro afirmou ainda que sua atuação no caso foi buscar investidores para viabilizar o filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse.

O senador também explicou que manteve sigilo sobre sua relação com o banqueiro devido a cláusulas de confidencialidade, e que só se manifestou após o caso vir a público.

“Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona”, afirmou.

Ele declarou ainda que as conversas com Vorcaro tinham exclusivamente relação com o projeto cinematográfico.


O banqueiro Daniel Vorcaro, citado no caso, está preso e é investigado por suspeitas de fraudes bilionárias, corrupção e lavagem de dinheiro. Seu pai também foi preso recentemente sob suspeita de envolvimento em uma estrutura criminosa.

As investigações seguem em andamento.

Com informações do G1.

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