Cortar o cordão umbilical profissional e ideológico não foi uma tarefa fácil para Gabriela Duarte. Em uma revelação sincera e corajosa durante o podcast “MenoTalks”, a atriz abriu o coração sobre o doloroso, e necessário, processo de desvincular sua imagem da mãe, a veterana Regina Duarte.
A decisão de não ser mais vista permanentemente colada à figura materna rendeu não apenas atritos familiares, mas também retaliações e avisos de que sua trajetória artística poderia chegar ao fim. O incômodo de Gabriela começou quando ela percebeu que a parceria de sucesso entre as duas estava ofuscando sua própria identidade.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Gabriela DuarteCrédito: Reprodução YouTube Gabriela e Regina DuarteCrédito: Reprodução Instagram Gabriela e Regina DuarteCrédito: Reprodução Instagram Gabriela Duarte
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Enquanto Regina já possuía uma carreira consolidada, a filha sentia que precisava provar seu valor sozinha, longe das facilidades de ser uma “dupla inseparável”. Mesmo ouvindo alertas sobre o medo de perder espaço, ela decidiu encarar as consequências de peito aberto. “Quero ver o que que tem lá embaixo”, refletiu a atriz sobre o desejo de se descobrir.
Dificuldades na relação
Gabriela confessou que adiou ao máximo o acerto de contas porque a mãe estava extremamente confortável com a sintonia e cumplicidade que tinham no trabalho. Quando a conversa aconteceu, Regina não gostou nada da decisão, e ela admitiu que, logo em seguida, enfrentou o período de escassez profissional que tanto lhe profetizaram.
“Amarguei! Não foi fácil. Estava acontecendo aquilo que me disseram que iria acontecer”, relatou Gabriela, ressaltando que, apesar do susto, jamais pensou em dar um passo atrás. Hoje, esse distanciamento entre mãe e filha vai muito além dos palcos e das câmeras.
Gabriela deixou claro que a ruptura também engloba suas visões de mundo e posicionamentos políticos. Fazendo questão de frisar seu direito à individualidade, a artista pontuou que ama e respeita quem lhe deu a vida, mas bateu o pé sobre sua essência: “Não sou a mesma pessoa que ela, me recuso a ser”.
Essa mesma liberdade de pensamento é o que ela faz questão de ensinar aos próprios filhos, Manuela e Frederico, provando que buscar a própria voz foi a sua escolha mais acertada.


