Professores e servidores da rede municipal de ensino de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e já afeta as aulas nas escolas públicas do município.
Os profissionais realizaram uma mobilização na Praça da Revolução, em frente à Prefeitura de Rio Branco, reunindo trabalhadores da educação em protesto por melhores salários e condições de trabalho.
Segundo o Sinteac, os professores acumulam perdas salariais de 26,54% nos últimos três anos, enquanto os demais servidores da educação registram defasagem de 21,27%.
A categoria reivindica um reajuste salarial de 15,67% para os professores, mas informou que reduziu a proposta para 10% como tentativa de acordo com a Prefeitura. A gestão municipal teria apresentado uma contraproposta de 5%.
Outro ponto levantado pelo sindicato é a situação salarial dos funcionários da educação, que, de acordo com a entidade, ainda recebem valores abaixo do salário mínimo em algumas funções. Conforme o Sinteac, trabalhadores com ensino fundamental recebem cerca de R$ 1.400, enquanto os de ensino médio recebem R$ 1.500 e outras funções chegam a R$ 1.600.

A presidente do sindicato, Rosana Nascimento, afirmou que a continuidade da greve depende de uma decisão da Prefeitura de Rio Branco.
“O fim da greve está na mão do prefeito Alysson. Só ele vai determinar quando a greve vai encerrar”, declarou.
Rosana também afirmou que o sindicato cumpriu o prazo legal de 72 horas para comunicar oficialmente a paralisação à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Educação e ao Ministério do Trabalho.
Além das reivindicações salariais, a sindicalista criticou a falta de medidas voltadas para a segurança nas escolas municipais.
“Com relação à segurança e proteção na escola, a Secretaria de Educação e a Prefeitura não apresentaram nenhum plano estratégico para as unidades de ensino”, afirmou.
A mobilização realizada nesta quarta-feira teve previsão de encerramento ao meio-dia, mas a greve segue sem data definida para terminar.


