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Justiça mantém pesquisa que mostra Alan Rick na liderança e Mailza próxima na disputa pelo governo do Acre

Por Marcos Henrique 22/05/2026 07:17
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O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) voltou a negar um pedido do partido Republicanos para suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá sobre a disputa pelo governo do Acre em 2026.

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A nova decisão foi publicada nesta quinta-feira (21) pela juíza Lilian Deise Braga Paiva. Diferente da análise anterior, feita no último dia 14 de maio, desta vez a magistrada nem chegou a avaliar os argumentos apresentados pelo partido. Segundo ela, o recurso protocolado pela legenda não é permitido nesta fase do processo.

O Republicanos, partido do senador Alan Rick, apresentou um agravo regimental contra a decisão monocrática que havia autorizado a continuidade da divulgação da pesquisa registrada sob o número AC-07234/2026.

O levantamento mostra Alan Rick na liderança da corrida pelo governo estadual. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o senador aparece com 38,1% das intenções de voto. A governadora Mailza Assis (Progressistas) surge em segundo lugar, com 32,9%, enquanto o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, atualmente no PSDB, registra 22,1%.

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Já no cenário espontâneo, em que o entrevistado responde sem acesso a uma lista de candidatos, Alan Rick amplia a vantagem e alcança 44%. Mailza Assis aparece com 27%, seguida de Bocalom, com 22,5%.

A pesquisa também avaliou a rejeição dos pré-candidatos. Tião Bocalom lidera nesse quesito, com 33,4%, seguido por Alan Rick, com 23,8%, e Thor Dantas, com 22,9%.

Na primeira decisão, publicada em 14 de maio, a Justiça Eleitoral já havia concluído que não existiam provas suficientes para suspender imediatamente o levantamento. Entre os questionamentos feitos pelo Republicanos estavam supostos erros metodológicos, falhas na coleta de dados e inconsistências na identificação partidária de alguns pré-candidatos.

Mesmo após a negativa, o partido voltou a recorrer, alegando que a pesquisa continuava sendo compartilhada nas redes sociais e poderia provocar desequilíbrio informativo no cenário político estadual. A legenda também citou decisões de outros Tribunais Regionais Eleitorais que teriam suspendido pesquisas do Instituto Veritá em outros estados.

Ao analisar o novo pedido, a juíza afirmou que decisões desse tipo não podem ser contestadas imediatamente por meio de agravo regimental. Segundo ela, a legislação eleitoral determina que eventuais questionamentos devem ser discutidos apenas no recurso final do processo.

Com a decisão, permanece autorizada a divulgação da pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre os dias 23 e 27 de abril com 1.030 eleitores acreanos.

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