O empresário Wellington Vieira de Araújo afirmou que as lhamas apreendidas no Acre durante uma fiscalização policial estavam sendo transportadas para a Rondônia Rural Show, feira agropecuária realizada em Ji-Paraná (RO).
Os animais foram interceptados na BR-364 na última quarta-feira (20) durante uma operação da Polícia Militar e da Polícia Federal. Segundo as autoridades, o caminhão boiadeiro transportava as lhamas sem Guia de Transporte Animal (GTA), documentação sanitária obrigatória e autorização de importação.
Além disso, a Polícia Federal investiga a suspeita de que os animais tenham vindo da Bolívia ou do Peru.
Em entrevista, Wellington explicou que havia levado as lhamas anteriormente ao Acre para divulgação e venda dos animais, mas decidiu retornar para Rondônia após conseguir espaço na Rondônia Rural Show.
“Eu tinha mandado elas para o Acre. E daí, como o pessoal abriu espaço para mim na Rondônia Rural Show, aí eu estava retornando com elas”, declarou.
O empresário admitiu que os animais estavam sem a GTA, mas contestou a forma como a situação foi conduzida pelas autoridades e negou qualquer irregularidade envolvendo entrada ilegal dos animais no país.
Segundo ele, parte das lhamas apreendidas nasceu em território brasileiro, sendo filhotes de animais importados anteriormente de forma legal.
“Esses animais que estão lá presos agora são animais nacionalizados alguns no Brasil. E os outros são animais que nasceram em casa”, afirmou.
Wellington também relembrou que enfrentou situação semelhante em 2025, quando alpacas e lhamas trazidas do Peru ficaram apreendidas em Assis Brasil por falta de documentação. Na época, os animais foram liberados após decisão judicial.
O empresário informou ainda que possui um rancho em Alvorada do Oeste (RO), onde cria lhamas, alpacas, caprinos e ovinos, e afirmou que tenta recuperar judicialmente a guarda dos animais apreendidos nesta semana.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal.



