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BRASIL

Fim da escala 6×1: Lula rejeita transição e defende redução imediata da jornada

Por Camila Souza 22/05/2026 18:21
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (22) ser contra um período de transição para o fim da escala 6×1 e defendeu que a redução da jornada de trabalho aconteça de forma imediata. Segundo ele, a carga semanal deveria cair de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

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A declaração foi feita durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. Na entrevista, Lula afirmou que deve se reunir na próxima semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir o avanço da proposta.

“Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 horas para 40 horas e fim de papo, sem reduzir salário”, afirmou o presidente.

Lula também criticou a possibilidade de uma implementação gradual da mudança.

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“Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano, uma hora por ano. Aí é brincar de fazer redução”, declarou.

Proposta avança na Câmara

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem avançado na Câmara dos Deputados, mas ainda enfrenta divergências, principalmente em relação ao período de transição.

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o deputado Léo Prates, deve apresentar na próxima segunda-feira (25) o parecer sobre a proposta.

A expectativa é que o texto seja votado na comissão especial já na próxima semana e, depois, siga para análise do plenário da Câmara. Caso seja aprovado, ainda precisará passar pelo Senado.

Segundo o relator, alguns pontos já estão praticamente definidos, como a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial e a garantia de dois dias de descanso remunerado.

No entanto, o prazo para implementação das mudanças continua sendo alvo de negociação entre governo, parlamentares e setores econômicos.

Governo também apresentou projeto de lei

Além da PEC, o governo federal apresentou um projeto de lei com proposta semelhante. Diferentemente da PEC, o texto não altera a Constituição.

A medida prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e a mudança da escala de seis para cinco dias de trabalho, mantendo dois dias de descanso remunerado.

Ainda não há definição se a tramitação do projeto ocorrerá paralelamente à PEC ou em outro momento.

Setor produtivo teme aumento de custos

Representantes do setor produtivo avaliam que a redução da jornada pode aumentar custos para empregadores, afetando competitividade e geração de empregos.

Já economistas afirmam que a discussão precisa vir acompanhada de medidas para elevar a produtividade, incluindo qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura.

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