Moradores da Aldeia Extrema, localizada no alto rio Iaco, já enfrentam dificuldades para navegar devido à redução do nível das águas e ao surgimento de obstáculos ao longo do rio.
Segundo relatos de indígenas da região, a vazante tem exposto grande quantidade de galhos, troncos e balseiros, tornando a passagem de embarcações mais difícil e aumentando os riscos de acidentes durante as viagens.
Em um vídeo gravado no local, um morador descreveu os desafios enfrentados diariamente pelos ribeirinhos.
“Aqui está seco e tem muito balseiro. Tem canto que não dá nem de passar. É preciso conhecer bem o rio, caso contrário fica no meio da viagem. Em algumas vezes, quebra a palheta do motor. O rio está entupido de galhos de árvores e a gente anda fazendo zigue-zague”, relatou.
A situação preocupa principalmente as famílias que dependem do rio para deslocamento, transporte de alimentos, acesso a serviços de saúde e atividades do dia a dia.
Com a presença de obstáculos submersos e trechos mais rasos, os moradores alertam para a necessidade de atenção redobrada durante a navegação, a fim de evitar danos às embarcações e possíveis acidentes.
Além das dificuldades atuais, os ribeirinhos também demonstram preocupação com os próximos meses. O temor é que a estiagem se intensifique durante o verão amazônico, agravando ainda mais as condições de navegabilidade no rio Iaco.
A expectativa das comunidades é que medidas possam ser adotadas para minimizar os impactos da seca e garantir condições seguras de deslocamento para as famílias que vivem na região.




