A medicina brasileira está de luto. A morte de Angelita Habr-Gama médica brasileira foi confirmada neste sábado (30), aos 93 anos. Reconhecida mundialmente por suas contribuições à coloproctologia e ao tratamento do câncer colorretal, ela era considerada uma das profissionais mais respeitadas da história da saúde no país.

Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, Angelita estava internada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, desde o início de maio. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
Nascida em 1933, Angelita Habr-Gama construiu uma trajetória pioneira na medicina brasileira. Ela foi a primeira mulher a realizar residência em cirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e também se tornou a primeira professora titular de cirurgia da instituição.
Ao longo de décadas, a médica ganhou reconhecimento internacional por revolucionar abordagens no tratamento do câncer do reto. Suas pesquisas ajudaram a mudar protocolos adotados em diversos países, tornando-se referência mundial na área de cirurgia digestiva e coloproctologia.
Angelita acumulou dezenas de premiações e homenagens ao longo da carreira. Em 2022, foi incluída pela Universidade Stanford entre os cientistas mais influentes do mundo, reconhecimento concedido aos pesquisadores mais citados em suas áreas de atuação.
Entre os marcos históricos de sua trajetória está o fato de ter sido a primeira mulher integrante honorária da tradicional American Surgical Association, além de receber importantes distinções internacionais por avanços científicos na medicina.
A médica também ficou conhecida por sua história de superação durante a pandemia de Covid-19. Em 2020, enfrentou uma grave infecção causada pelo coronavírus, permanecendo semanas internada em UTI antes de retornar às atividades profissionais.
Nas redes sociais, médicos, pesquisadores, ex-alunos e instituições de saúde publicaram homenagens destacando a importância de Angelita para a ciência brasileira. Seu legado permanece associado à formação de gerações de especialistas e ao desenvolvimento de tratamentos que impactaram pacientes em todo o mundo.


