Operação Caminho Seguro registra 72 vítimas e quatro prisões por crimes contra crianças no Acre
A Operação Caminho Seguro 2026 já contabiliza 72 vítimas atendidas e quatro prisões por crimes contra crianças no Acre, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta quinta-feira (14). O balanço reúne atendimentos e ações realizadas entre os dias 4 e 14 de maio, período em que forças de segurança intensificaram o combate ao abuso e à exploração sexual infantil no estado.
Os números foram apresentados durante a solenidade de lançamento oficial da operação, realizada no prédio da Sejusp, em Rio Branco. A iniciativa faz parte das ações do Maio Laranja, campanha nacional voltada à conscientização e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.
De acordo com o levantamento, duas pessoas foram presas em flagrante e outras duas por mandado judicial. Durante as ações, também houve apreensão de material pornográfico infantojuvenil.
Além das prisões, as forças de segurança receberam 18 denúncias relacionadas aos crimes investigados. Desse total, 17 já foram apuradas, resultando na identificação de 16 suspeitos.
A Polícia Civil também registrou 21 boletins de ocorrência ligados aos casos acompanhados pela operação. Segundo os dados apresentados, 24 inquéritos já foram concluídos com autoria e materialidade confirmadas, enquanto outros 14 procedimentos foram instaurados ao longo da mobilização.
Outro dado destacado pelas autoridades foi o pedido de oito medidas protetivas para vítimas acompanhadas pelas investigações.
Mais do que reforçar a repressão aos crimes, a campanha Maio Laranja busca ampliar ações educativas e de conscientização sobre diferentes tipos de violência praticadas contra crianças e adolescentes, incluindo violência física, psicológica, negligência, abandono e violência sexual.
A Segurança Pública reforçou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais:
– Disque Direitos Humanos: 100
– Disque Denúncia: 181
– Emergência policial: 190
As autoridades destacam que a participação da população é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas.