Operação Vérnix: entenda o significado da operação que prendeu Deolane
A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21/5), chamou a atenção não apenas pelas cifras milionárias envolvidas, mas também pelo batismo inusitado da investigação. Afinal, o que significa Operação Vérnix? Deflagrada em conjunto pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a ação ganhou esse nome por um motivo simbólico.
O termo tem origem no latim e faz referência à “vérnix caseosa”, uma substância natural que funciona como uma “camada protetora” na pele dos bebês durante a gestação. Na metáfora policial, essa “proteção” representa a complexa estrutura criada pelos criminosos para encobrir a verdadeira origem do dinheiro sujo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Deolane Bezerra na ItáliaReprodução / Instagram Deolane Bezerra em sua última publicação antes de ser presa: “Amanhã vou ficar bem ativa aqui nessas redes”Reprodução: Instagram/@deolane Deolane horas antes de ser presaReprodução: Instagram/@deolane
Voltar
Próximo
Leia Também
Famosos
Prisão Deolane: comprovantes de depósitos mostraram ligação da influenciadora com o PCC
Redes Sociais
Em sua última publicação antes da prisão, Deolane prometeu voltar à ativa nas redes sociais
Famosos
Procurada pela Interpol, Deolane escapou de prisão na Itália um dia antes de operação, diz polícia
Notícias
Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem ligada a facção criminosa
Segundo as informações do jornal O Globo, as autoridades apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, bens de luxo e movimentações financeiras pulverizadas para dar uma falsa aparência de legalidade aos recursos da facção criminosa. A tática incluía depósitos fracionados e transferências sem qualquer comprovação, girando valores incompatíveis com as rendas declaradas.
Apontada como beneficiária desse esquema, Deolane Bezerra sofreu um duro golpe financeiro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões diretamente das contas da influenciadora, além de travar mais de R$ 357 milhões em ativos ligados aos demais investigados.
O fio da meada que culminou na operação de hoje começou a ser puxado ainda em 2019, quando agentes apreenderam manuscritos e bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. As pistas levaram a polícia a uma transportadora que servia como o braço financeiro do grupo e, após anos de apuração das conexões, o nome da advogada entrou no radar.