Poluição por mercúrio no oceano pode afetar saúde humana, alertam pesquisadores
A poluição por mercúrio no oceano ganhou novo alerta nesta terça-feira (5), após pesquisadores apontarem que o aquecimento global está tornando o metal ainda mais tóxico e aumentando os impactos na saúde humana.
Estudos indicam que o aumento das temperaturas favorece a transformação do mercúrio em metilmercúrio, uma substância mais perigosa que se acumula na cadeia alimentar e pode chegar ao organismo humano por meio do consumo de peixes.
Atualmente, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão espalhadas pelos oceanos, podendo permanecer no ambiente marinho por até 300 anos.
Os dados foram apresentados durante a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro, pelo pesquisador Lars-Eric Heimburger-Boavida, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França.
Segundo ele, embora as estimativas atuais sejam menores do que as anteriores, o problema continua relevante e exige atenção global.
Ação humana agrava o problema
Apesar de parte do mercúrio ter origem natural, como atividade vulcânica e erosão de rochas, a principal fonte de contaminação é a ação humana.
Entre os fatores estão a queima de combustíveis fósseis, mineração, produção industrial e desmatamento.
Especialistas destacam que reduzir as emissões é a principal forma de conter o avanço da contaminação.
Poluente global e impacto ambiental
O mercúrio é considerado um poluente global, capaz de circular pela atmosfera e se redistribuir pelo planeta, independentemente da origem.
Pesquisadores apontam que mudanças no uso do solo e atividades como mineração ilegal contribuem para alterar sua dinâmica, especialmente em regiões brasileiras.
O tema segue em debate entre cientistas, que alertam para a necessidade de políticas públicas e maior envolvimento dos governos.
Com informações da Agência Brasil.