Um levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Economia da Universidade Federal do Acre revelou que os preços das carnes bovinas comercializadas em Rio Branco apresentaram queda generalizada durante o mês de abril de 2026. Os dados, consultados nesta sexta-feira (8), mostram reduções que variaram entre 2% e 6,8%, dependendo do corte analisado.
O monitoramento é feito em açougues, supermercados e estabelecimentos classificados como “geral economia” da capital acreana. O estudo integra o Observatório do Preço das Carnes em Rio Branco, plataforma pública desenvolvida pelo PET Economia para acompanhar a variação dos preços e o comportamento da inflação no estado.
Entre os cortes pesquisados, o patinho apresentou a maior retração no período, com queda de 6,8%, sendo comercializado a R$ 37,49 o quilo. A fraldinha também registrou redução significativa de 6,6%, chegando ao preço médio de R$ 37,90/kg.
A tradicional picanha teve recuo de 3,4% e passou a custar, em média, R$ 71,39/kg. Já o coxão mole caiu 3,3%, com preço médio de R$ 40,27/kg, enquanto o coxão duro apresentou baixa de 3,1%, sendo vendido a R$ 34,03/kg.
O filé mignon, apesar de registrar a menor redução mensal entre os cortes analisados, com queda de 2,2%, manteve-se como um dos itens mais caros da pesquisa, custando R$ 72,96 o quilo. O fígado, considerado o produto mais acessível do levantamento, teve redução de 2% e foi encontrado por R$ 13,19/kg.
Apesar do alívio percebido em abril, o levantamento aponta que o acumulado dos últimos 12 meses ainda demonstra pressão sobre o bolso do consumidor acreano. O filé mignon lidera a alta anual, com aumento de 12,6%, seguido pelo coxão mole (+9,5%), fraldinha (+9,2%) e fígado (+8,6%).
O coxão duro acumulou alta de 6,3% no período, enquanto a picanha registrou aumento de 3,8% em comparação aos últimos 12 meses.
O estudo também identificou diferenças consideráveis entre os canais de venda. Segundo o levantamento, a picanha foi encontrada nos açougues por um preço até R$ 9,32 mais barato do que nos supermercados, diferença equivalente a 12,3%.
O PET Economia é formado por estudantes bolsistas orientados por professores e financiados pelo Ministério da Educação (MEC). Além do acompanhamento de preços, o grupo desenvolve pesquisas sobre a economia acreana e publica boletins periódicos com análises de inflação e consumo.


