Profissionais da Educação da rede municipal de Rio Branco realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (27) em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), após a decisão liminar que determinou a suspensão da greve da categoria.
A paralisação, iniciada na última quarta-feira (20), reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho para os servidores da educação municipal.
Durante a manifestação, representantes da categoria cobraram diálogo por parte da prefeitura e criticaram a decisão judicial que considerou a greve abusiva. O grupo também pediu sensibilidade do Judiciário diante das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Segundo a professora Rosângela Castro, uma das participantes do ato, os profissionais alegam estar há três anos sem negociação salarial efetiva com a gestão municipal.
“Sem respeitar a Constituição Brasileira, que diz que todo servidor público tem que ter um reajuste salarial. Há três anos o prefeito não respeita a emenda constitucional e agora nós não somos ouvidos”, afirmou.
Ainda conforme os manifestantes, o objetivo do protesto foi chamar a atenção dos desembargadores para a situação enfrentada pela categoria. Professores também defenderam que, em greves anteriores, houve reposição integral das aulas para evitar prejuízo aos estudantes.
A decisão que suspendeu a greve foi assinada pelo desembargador Nonato Maia na terça-feira (26). A medida atendeu pedido da Prefeitura de Rio Branco, que argumentou que a paralisação era abusiva. A liminar determinou o retorno das aulas em até 24 horas e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e ao Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre).
Apesar da decisão judicial, os profissionais afirmam que seguirão mobilizados em busca de valorização salarial e melhorias nas condições de trabalho.



