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Educacão

Protocolo de segurança escolar para retorno às aulas no Acre inclui revistas e reforço policial

Por Camila Souza 08/05/2026 17:13
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O governo do Acre apresentou nesta sexta-feira (8) um novo plano de ação para garantir o retorno seguro das atividades presenciais na rede estadual. O protocolo de segurança escolar para retorno às aulas no Acre começa a ser aplicado já na próxima segunda-feira (11), após o episódio de violência extrema registrado recentemente em uma escola de Rio Branco.

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A reunião aconteceu no auditório da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e reuniu gestores escolares, representantes das forças de segurança, Ministério Público, Ministério da Educação (MEC) e profissionais da rede estadual. O encontro também foi transmitido ao vivo pelo YouTube.

Entre as principais medidas anunciadas estão o reforço das rondas policiais nas escolas, revistas pedagógicas nas mochilas dos estudantes e ações de acolhimento emocional voltadas à comunidade escolar.

Segundo o secretário de Educação, Reginaldo Prates, o objetivo é garantir que as escolas continuem sendo ambientes seguros e preparados para receber os alunos.

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“Todos os investimentos destinados à tranquilidade e à segurança no ambiente escolar serão prioridade”, afirmou.

Foto: Mardilson Gomes/SEE.

O protocolo prevê ações imediatas e também estratégias de médio e longo prazo, que devem ser desenvolvidas pelos próximos seis meses. A proposta é fortalecer a cultura de paz dentro das unidades de ensino e ampliar o suporte psicossocial aos estudantes e servidores.

A chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, Milla Almeida de Oliveira, explicou que as revistas pedagógicas já estão previstas em portaria publicada desde 2023. Nas escolas sem detectores de metal, a verificação será manual. Já as unidades que possuem equipamentos utilizarão raquetes de segurança.

Além disso, a primeira semana de aula será dedicada ao acolhimento dos estudantes, com atividades voltadas para empatia, escuta ativa e convivência escolar.

“Queremos que os alunos se sintam acolhidos e seguros nesse retorno”, destacou Milla.

O Ministério da Educação também participou da construção das medidas. Representando o MEC, Sarah Carneiro afirmou que o enfrentamento à violência escolar depende de uma atuação conjunta entre educação, justiça e forças de segurança.

“A escola não pode enfrentar isso sozinha. Precisamos de uma rede integrada de proteção”, ressaltou.

O procurador de Justiça Francisco Maia reforçou que o trabalho conjunto entre as instituições busca devolver tranquilidade às famílias neste retorno às aulas.

As ações de combate ao bullying e acompanhamento de possíveis sinais de risco também seguirão de forma permanente nas escolas estaduais, com apoio do Observatório de Segurança Escolar e da rede de proteção.

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