Início / Versão completa
ENTRETENIMENTO

Quer engravidar? A nutrição pode ser sua grande aliada nessa fase

Por Portal Leo Dias 11/05/2026 12:33
Publicidade

Após o Dia das Mães, muitas mulheres começam a pensar (ou repensar) o sonho da maternidade. Para quem está tentando engravidar, as chamadas “tentantes”, é comum surgir a ideia de que basta “se alimentar melhor” e tudo vai acontecer naturalmente. Mas a realidade pode ser mais complexa. E é importante dizer isso com clareza: engravidar nem sempre é simples, e essa responsabilidade não deve recair apenas sobre a mulher.

Publicidade

Fertilidade é multifatorial (e não depende só da mulher)
Do ponto de vista técnico, a fertilidade envolve uma série de fatores:

Qualidade dos óvulos;
Equilíbrio hormonal;
Saúde do útero;
Função tireoidiana;
Estado inflamatório e metabólico;
Qualidade do espermatozoide.

Sim, o fator masculino é extremamente relevante. Estudos mostram que cerca de 40–50% dos casos de infertilidade têm participação masculina, incluindo alterações na motilidade, morfologia e concentração dos espermatozoides (Agarwal et al., 2015; WHO, 2021). Ou seja: o processo é do casal e não só da mulher.

Publicidade

Onde a nutrição entra nesse processo?
A alimentação atua como base para o funcionamento adequado do organismo, influenciando diretamente o eixo hormonal (hipotálamo–hipófise–gonadal), responsável pela regulação da ovulação.

Além disso, uma boa estratégia nutricional pode:

Melhorar a qualidade dos óvulos e espermatozoides;
Reduzir o estresse oxidativo;
Modular processos inflamatórios;
Otimizar a sensibilidade à insulina;
Favorecer a receptividade endometrial.

Nutrientes estratégicos para fertilidade
Alguns micronutrientes têm papel direto na fisiologia reprodutiva:

Ácido fólico (vitamina B9): essencial para divisão celular e prevenção de defeitos do tubo neural;
Vitamina B12: importante para formação celular e fertilidade feminina e masculina;
Ferro: níveis adequados estão associados a menor risco de infertilidade ovulatória;
Zinco: atua na maturação dos óvulos e produção espermática;
Selênio: antioxidante importante para qualidade espermática;
Ômega-3: associado à melhora da qualidade dos gametas e embriões;
Vitamina D: níveis adequados podem estar relacionados a melhores taxas de fertilidade.

Estresse oxidativo: o detalhe técnico que faz diferença
Um ponto pouco falado fora do meio científico é o impacto do estresse oxidativo. O excesso de radicais livres pode:

Danificar óvulos e espermatozoides;
Comprometer a implantação do embrião;
Aumentar risco de falhas no processo.

Estudos indicam que o estresse oxidativo está diretamente associado à infertilidade masculina e feminina. Por isso, dietas ricas em antioxidantes (frutas, vegetais, oleaginosas) são altamente recomendadas nessa fase.

Peso corporal e metabolismo também contam
Tanto o excesso quanto a baixa gordura corporal podem interferir na ovulação, principalmente por alterações na produção de hormônios como estrogênio e leptina. Além disso, condições como resistência à insulina, sendo fortemente influenciadas pela alimentação. Não é só sobre o prato: é sobre cuidado integrado

Outro ponto essencial: não existe uma solução isolada. A tentante não deve carregar esse processo sozinha. O ideal é contar com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir:

Médico ginecologista e obstetra ou especialista em reprodução humana;
Nutricionista;
Psicólogo;
Endocrinologista.

Isso porque fatores emocionais, hormonais e clínicos caminham juntos e a abordagem integrada aumenta as chances de sucesso.

E a saúde mental? Também importa (muito)
A pressão para engravidar pode gerar ansiedade, frustração e até culpa, sentimentos que impactam diretamente o corpo. O aumento do cortisol, por exemplo, pode interferir no ciclo menstrual e na ovulação. Por isso, cuidar da mente também faz parte do processo.

O papel do parceiro: um ponto que precisa ser falado
Ainda existe um mito de que a investigação começa e termina na mulher. Mas, na prática clínica, a qualidade do espermatozoide pode ser determinante.
E aqui entra novamente a nutrição:

Alimentação inadequada;
Álcool em excesso;
Baixa ingestão de antioxidantes.

Esses fatores estão associados à piora da qualidade espermática.

Pequenas mudanças, grandes impactos
Não se trata de uma dieta perfeita, mas de consistência:

Comer mais alimentos naturais;
Melhorar a hidratação;
Reduzir ultraprocessados;
Garantir ingestão adequada de nutrientes.

Esses ajustes já promovem um ambiente mais favorável para a gestação. Mais do que engravidar, é sobre preparar o corpo e respeitar o processo.

Vale um lembrete importante: a maternidade começa antes da gestação, mas também não deve ser omantizada. Cada corpo tem seu tempo. Cada história é única. E, acima de tudo, não é um caminho que precisa ser percorrido sozinha.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.