Aulas retornam na rede pública do Acre após uma semana de suspensão por ataque em escola
As aulas da rede pública de ensino do Acre retornaram nesta quarta-feira (13) após uma semana de suspensão causada pelo ataque a tiros ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, que resultou na morte de duas inspetoras no último dia 5 de maio.
Segundo o governo do estado, a paralisação das atividades escolares ocorreu para garantir apoio psicossocial à comunidade escolar e permitir o alinhamento de novos protocolos de segurança nas unidades de ensino. Apesar da retomada das aulas na rede pública estadual, o Instituto São José permanece com as atividades suspensas.
O ataque foi praticado por um adolescente de 13 anos, que entrou armado na escola e disparou contra estudantes e servidores. As inspetoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa morreram no local. Uma estudante de 11 anos e outra servidora ficaram feridas, mas receberam alta médica no mesmo dia. O adolescente segue apreendido.
Com o retorno das aulas, a Polícia Militar ampliou a Operação Escola Segura em Rio Branco e também no interior do estado. Segundo o subcomandante-geral da PM, coronel Kleison Albuquerque, policiais foram deslocados para reforçar o policiamento nas proximidades das escolas.
A operação inclui patrulhamento ostensivo, ações preventivas, monitoramento de possíveis ameaças e atividades de acolhimento para alunos e profissionais da educação.
De acordo com a PM, o efetivo do policiamento comunitário está atuando em diversas escolas durante os turnos da manhã e da tarde, com reforço de agentes de outras unidades.
Mesmo com o retorno das atividades, alguns pais afirmaram não se sentir seguros com os protocolos apresentados pelas autoridades e decidiram não enviar os filhos às escolas.
Na Escola José Rodrigues Leite, em Rio Branco, cartazes cobrando mais segurança e fiscalização foram colocados na entrada da unidade.
Investigação continua
A Polícia Civil segue investigando o caso. Segundo as autoridades, a arma utilizada no ataque pertence ao padrasto do adolescente. O homem chegou a ser levado à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.
Duas linhas de investigação foram abertas: uma para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra para verificar possível responsabilidade do padrasto pela guarda da arma.
Após a tragédia, o Ministério da Educação (MEC) também enviou especialistas do programa Escola que Protege ao Acre para auxiliar no suporte à comunidade escolar e na elaboração de medidas preventivas.