O nível do Rio Juruá caiu para 13,74 metros nesta terça-feira (5), em Cruzeiro do Sul, após três dias de vazante, permitindo o início do retorno das famílias atingidas pela cheia.
Mesmo ainda acima da cota de transbordo, que é de 13 metros, o rio apresentou redução de 28 centímetros em relação ao dia anterior.
Segundo a Defesa Civil Municipal, o retorno das famílias que estavam em abrigos públicos já deve ter começado na tarde desta terça-feira, com prioridade para os moradores acolhidos na Escola Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal.
A previsão é que, até quarta-feira (6), todas as famílias deixem os abrigos e retornem às suas residências, com apoio de kits de limpeza para auxiliar na retomada da rotina.
Inicialmente, o retorno estava previsto para segunda-feira (4), mas foi adiado após vistoria apontar falta de segurança nas áreas atingidas.
Atualmente, 65 famílias, totalizando 271 pessoas, ainda estavam em abrigos organizados pelo município, enquanto outras seguem desalojadas na casa de parentes.
Cheia histórica e impacto
O pico da cheia foi registrado na última sexta-feira (1º), quando o Rio Juruá atingiu 14,19 metros, superando pela segunda vez em menos de um mês a marca histórica de 14,15 metros.
Ao todo, mais de 28 mil pessoas foram afetadas, incluindo moradores de 12 bairros, 15 comunidades rurais e quatro vilas.
A enchente também levou à decretação de situação de emergência em municípios do Acre, diante dos impactos causados pelas cheias.
Retorno exige esforço das famílias
Entre os moradores afetados, a dona de casa Raimunda Maciel, abrigada na Escola Rita de Cássia, relata a ansiedade para voltar para casa.
Ela destaca que, apesar da expectativa, o retorno exige muito trabalho, principalmente na limpeza das residências atingidas pela lama.
A Defesa Civil orienta que os moradores façam uma vistoria nas casas antes de retornar e acionem as equipes em caso de necessidade.
Com informações do G1 Acre.


