A Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, organizada pela APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), confirmou os primeiros detalhes da 30ª edição do evento, que acontece a partir das 10h do dia 7 de junho de 2026, na Avenida Paulista. A programação contará com 14 trios elétricos que reunirão artistas, coletivos, ativistas, organizações sociais e marcas parceiras.
Em um ano marcado pela redução de patrocínios, a organização recebeu a adesão de artistas que, em um gesto de apoio à causa, confirmaram participação abrindo mão dos cachês habituais ou viabilizando a presença apenas com apoio de custos operacionais e deslocamento. Entre os nomes confirmados estão Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Diveras, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, Bombeat, MC Soffia, MC Trans, Zumbicore, Dornelles e Melody.
Veja as fotosAbrir em tela cheia A programação da 30ª edição contará com 14 trios elétricos.Reprodução/@paradasp Cantora e compositora Raffa Rarbbie se apresentou na 29ª edição da Parada LGBTQIA+ de SPCrédito: Leonardo França 24ª Feira Cultural da Diversidade LGBT+ e 23ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais agitarão SPCrédito: Pexels O evento será realizado no dia 7 de junho, na Avenida Paulista.Reprodução/@paradasp Ivete Sangalo e Claudia LeitteFoto: Reprodução/Instagram @ivetesangalo @claudialeitte
Voltar
Próximo
Leia Também
Famosos
Relógio, perfume e sintonia: os sinais de que Virginia e Zé Felipe estão vivendo o melhor momento
Famosos
Nasce Levi, segundo filho de Léo Santana e Lore Improta
Famosos
Amanda Kimberlly e Helena na Copa? Modelo e filha de Neymar tiveram vistos aprovados
Com o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre o papel da mobilização social e da participação política na garantia de direitos da população LGBT+, conectando a ocupação das ruas à importância do voto e da atuação cidadã. A programação reúne artistas, coletivos e ativistas em uma celebração que marca três décadas da maior manifestação LGBT+ do mundo.
Neste ano, devido às obras na região, os trios percorrerão o lado ímpar da Avenida Paulista, e o público está orientado a acompanhar o evento pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra.
Artistas celebram a participação:
“Eu não poderia ficar de fora de um espaço que sempre acolheu, fortaleceu e deu visibilidade para a nossa comunidade. Estar na Parada de São Paulo este ano é um posicionamento, porque nem tudo pode ser sobre lucro quando estamos falando de resistência, representatividade e vidas. A nossa comunidade já movimentou muitas campanhas, muita audiência e muito dinheiro. Agora também é hora de entender quem realmente caminha com a gente quando os holofotes diminuem”, afirma Pepita.
“Esta é a minha primeira apresentação na Parada SP, e acredito que não seja por coincidência. O momento de continuar fazendo história é aqui e agora. A onda de conservadorismo que enfrentamos caminha ao lado das nossas conquistas, e a nossa luta em evidência ainda incomoda quem não aceita que tenhamos uma vida digna. Construo minha carreira com muita luta, assim como tantos outros corpos LGBT+. Por isso, mais do que nunca, é hora de unirmos nossas vozes e mostrarmos que não haverá retrocesso. Vamos para a rua e vamos para as urnas”, complementa a cantora Jup do Bairro.
“Faço arte para ganhar dinheiro, mas também por disputa política. Meu corpo, por si só, no palco, já conta uma história. Fiz questão de aceitar participar da Parada sem cachê porque foram movimentos como a Parada que permitiram que hoje tivéssemos um leque enorme de artistas LGBT+ vivendo de música neste país. Uma coisa leva à outra: posso não estar ganhando dinheiro agora, mas estou garantindo o direito à vida e direitos básicos que são essenciais para eu correr atrás dos meus sonhos durante o resto do ano. Estou com a comunidade até o final”, finaliza Isma.



