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Justiça

STF publica nova decisão para barrar criação de penduricalhos no Judiciário

Por Cris Menezes 08/05/2026 14:01
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O Supremo Tribunal Federal publicou nesta sexta-feira (8) uma nova decisão para impedir a criação de benefícios considerados “penduricalhos” no serviço público. A medida amplia o controle sobre pagamentos extras recebidos por juízes, membros do Ministério Público e outras carreiras jurídicas.

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Os chamados penduricalhos são benefícios, gratificações, indenizações e auxílios que acabam elevando os vencimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

A nova determinação proíbe que órgãos do Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, Advocacia Pública e Defensoria Pública reformulem estruturas de cargos ou unidades funcionais apenas para justificar a criação de novos benefícios salariais.

A decisão foi assinada pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, responsáveis pelas ações analisadas pela Corte.

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Segundo o STF, alguns tribunais vinham utilizando estratégias para contornar a limitação imposta pelo Supremo. Entre elas estavam a classificação de comarcas como áreas de difícil provimento, criação de regras especiais para plantões judiciais e gratificações por acúmulo de funções.

Além de barrar novas manobras, o Supremo também determinou que os pagamentos dos servidores dessas carreiras sejam feitos em contracheque único, refletindo exatamente o valor depositado nas contas dos beneficiários.

“O modelo definido pelo Supremo Tribunal Federal busca impedir a reprodução de práticas fundadas em comparações remuneratórias entre órgãos distintos”, afirmaram os ministros na decisão.

No último dia 25 de março, o STF já havia decidido, por unanimidade, limitar os pagamentos extras a até 35% do valor do salário dos ministros da Corte, que serve como teto do funcionalismo.

Com a regra, juízes, promotores e procuradores poderão receber até cerca de R$ 62,5 mil mensais, considerando o teto salarial somado a aproximadamente R$ 16,2 mil em benefícios adicionais permitidos.

O Supremo também publicou nesta sexta-feira o acórdão da decisão que estabeleceu os limites aos penduricalhos. A divulgação do documento abre prazo para que associações representativas das categorias afetadas apresentem recursos contra a medida.

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