O primeiro dia do evento “Vem pro Acre – Amazônia: Conexão Pacífico, turismo e negócios”, realizado no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (14), foi marcado por anúncios de investimentos e discussões estratégicas voltadas à energia limpa e à integração logística internacional do estado.
A programação reuniu empresários e representantes do setor público interessados no potencial do Acre como polo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Entre os destaques, está a confirmação de um investimento voltado à produção de energia limpa, estimado em cerca de meio milhão de reais.
Durante o encontro, o empresário Demóstenes Barbosa da Silva destacou que o Acre reúne condições naturais favoráveis para projetos de biocombustíveis verdes, hidrogênio verde e soluções energéticas sustentáveis.
Segundo ele, fatores como alta incidência solar e disponibilidade hídrica tornam o estado competitivo para iniciativas de grande escala.
“Vislumbramos no Acre uma enorme oportunidade de acelerar o desenvolvimento da região amazônica. É possível produzir biocombustíveis verdes em grande escala, convertendo hidrogênio em amônia e outros derivados para uso energético”, afirmou.
Atualmente, já está em andamento em Rio Branco a construção de uma usina solar fotovoltaica voltada ao abastecimento do aeroporto da capital, reforçando a expansão de fontes renováveis no estado.
Outro ponto discutido no evento foi a proposta de implantação de uma linha de produção na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), com foco em sistemas autônomos de energia para comunidades isoladas da Amazônia.
A iniciativa busca substituir geradores a diesel e ampliar o acesso à energia e conectividade em regiões remotas, como Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Segundo o empresário, o impacto econômico pode ser expressivo, com potencial de reduzir custos e gerar economia anual significativa ao país, além de promover inclusão digital em áreas isoladas.
A Agência de Negócios do Estado (Anac) destacou seu papel na articulação entre investidores e governo, reforçando a estratégia de atração de novos empreendimentos ligados à inovação e sustentabilidade.
Já representantes do setor de transporte e logística também defenderam a consolidação da Rota do Pacífico como eixo estratégico para integração comercial entre Brasil e países vizinhos.

O evento segue com programação ao longo dos próximos dias, reunindo debates sobre turismo, infraestrutura e oportunidades de negócios voltadas ao desenvolvimento da Amazônia.


