3 de junho de 2026

23% dos jogadores da Copa não nasceram nos países que os convocaram. Entenda!

23% dos jogadores da Copa não nasceram nos países que os convocaram. Entenda!
23% dos jogadores da Copa não nasceram nos países que os convocaram. Entenda!

A última segunda-feira (1º/06) marcou o dia final para que os países enviassem suas listas de convocados para a Copa do Mundo de 2026. Ao todo, 1.248 atletas, divididos em 48 países, foram chamados para representar suas nações. No entanto, quase um quarto de todos esses atletas (22,8%) não irão representar os países os quais nasceram.

Um levantamento feito pelo jornalista Jaime Macias aponta que a Copa do Mundo contará com 289 atletas com locais de nascimento em países ou territórias diferentes dos quais os países que representam, que vão desde jogadores “naturalizados” a atletas com dupla-cidadania. Da longa lista, é possível tirar alguns dados, no mínimo, curiosos.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Jogadores de Curaçao comemoram empate contra a Jamaica e vaga na Copa do MundoReprodução/Ricardo MAKYN/AFP Croácia garantiu vaga na Copa do Mundo / Reprodução: Instagram @hns_cff Portugal garantiu vaga na Copa do Mundo / Reprodução: Instagram @portugal

Voltar
Próximo

Leia Também

Esportes
Brasil conhece seu caminho na primeira fase da Copa. Veja os confrontos!

Esportes
Brasil confirma amistosos contra França e Croácia nos EUA antes da Copa de 2026

Esportes
Brasil à espera do destino: confira os possíveis cenários no sorteio da Copa do Mundo de 2026

Esportes
“45 minutos podem custar um sonho de infância”, diz Casemiro após a derrota do Brasil

A seleção “holandesa” de Curaçao
A seleção que conta com mais jogadores nascidos fora de seu território original é Curaçao. Dos 26 atletas convocados, 25 são nascidos nos Países Baixos (Holanda). O único atleta que é nascido na pequena ilha do Caribe é o atacante Tahith Chong, considerado por muitos o principal jogador da equipe.

A conexão entre os dois países não é por acaso, Curaçao é um território de colonização holandesa e, até hoje, faz parte do Reino dos Países Baixos, por mais que mantenha um governo independente.

Por conta da forte conexão histórica e cultural, muitos habitantes da pequena ilha do Caribe rumam em direção aos Países Baixos em busca de melhores condições de vida, fazendo que diáspora em território holandês seja a maior de Curaçao fora de seu território.

Apesar de nascidos nos Países Baixos, a grande maioria dos atletas possui ascendência de Curaçao. A “descoberta” deste atletas passou por um longo trabalho de “scout” feito pela federação nacional, que buscou atletas da diáspora do país no continente europeu.

Tem mais francês fora do que dentro da França?
A Seleção da França, por mais que seja alvo, muitas vezes, de ataques xenofóbicos e de discriminação possui apenas três atletas nascidos fora de territórios franceses: Michael Olise (Inglaterra); Marcos Thuram (Itália); e Brice Samba (Congo).

No entanto, se somarmos todos os atletas que são nascidos na França ou em territórios franceses que disputarão a Copa o número dispara para 75 jogadores. Devido a forte ação colonizadora da monarquia francesa ao longo dos séculos, diversos países foram colonizados e possuem forte identificação com a cultura francesa, promovendo o mesmo movimento que foi visto em Curaçao.

A seleção do Haiti, rival do Brasil no grupo C, por exemplo, possui 11 jogadores nascidos em territórios franceses. A Argélia, que encara a atual campeã Argentina, tem 13 jogadores nascidos na França em seu elenco.

Outras equipes como Marrocos, Senegal, Tunísia, República Democrática do Congo e Gana também têm forte representação “francesa” em seus elencos.

Os rivais do Brasil e seus “estrangeiros”
Além dos 11 “franceses” que representarão a seleção do Haiti, a seleção da América Central conta também com dois jogadores nascidos nos EUA, um nascido no Canadá e um na Suíça.

A seleção marroquina também conta com alguns representantes de sua “diáspora”: são seis nascidos na França, seis nascidos na Espanha, três na Bélgica, três nos Países Baixos e um no Canadá. Algum dos principais jogadores da equipe são nascidos em outros países como Achraf Hakimi, Ismael Saibari e Brahím Diaz (Espanha); Mazraoui e Amrabat (Países Baixos); e Yassine Bounou (Canadá).

A última adversária no Brasil na chave, a Escócia possui sete atletas nascidos em outros, sendo cinco na Inglaterra, um na Austrália e um na Ilha de Man, um pequeno arquipélago localizada no meio do território britânico.

Os principais jogadores nascidos fora do país são Scott Mctominay, principal jogador da Seleção, e o veterano goleiro Angus Gunn (Inglaterra); e o lateral Kieran Tierney (Ilha de Man).

E os países que não têm “estrangeiros” em seus elencos?
Apenas 8 países dos 48 que participarão do Mundial não possuem atletas nascidos em outros países em seus elencos. Entre eles, está o Brasil, ao lado de África do Sul, Tchéquia, Colômbia, Arábia Saudita, Áustria, Suécia e Panamá.

No entanto, o único país que não possui nenhum representante em seu elenco ou comissão técnica que seja nascido em outro país é a seleção da Tchéquia, que além dos 26 convocados também tem um técnico do país a beira do campo.

E o Brasil?
Apesar de todos os 26 convocados serem nascidos no Brasil, o país terá outros três jogadores que irão representar outras seleções. O mais conhecido deles é Maurício, jogador do Palmeiras, convocado para representar a seleção do Paraguai.

Além dele, Matheus Nunes irá para sua segunda Copa do Mundo representando Portugal e o zagueiro Lucas Mendes que jogará pela Seleção do Catar.