O Acre entre as piores rodovias do Brasil voltou a ser destaque em um levantamento nacional divulgado nesta semana. De acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o estado aparece na terceira pior colocação do país em qualidade da malha rodoviária.
Apesar do resultado negativo, a posição representa o melhor desempenho acreano nos últimos nove anos dentro do indicador analisado pelo estudo.
Segundo o levantamento, o Acre obteve nota 2,28 em uma escala que varia de um a cinco, sendo um considerado péssimo e cinco ótimo. O estado ficou atrás apenas do Amazonas, que recebeu nota 2,00, e do Amapá, com 2,05.
A pesquisa leva em consideração critérios como pavimentação, sinalização e condições gerais das estradas, atribuindo uma nota ponderada de acordo com a extensão das rodovias avaliadas em cada unidade da federação.
Entre os estados da Região Norte, Rondônia apresentou o melhor desempenho, com nota 3,17. Em seguida aparecem Pará (3,11), Roraima (2,82), Tocantins (2,66), Acre (2,28), Amapá (2,05) e Amazonas (2,00).
No cenário nacional, São Paulo lidera o ranking de qualidade rodoviária, seguido por Sergipe e Mato Grosso do Sul.
Os números reforçam um desafio histórico enfrentado pelo Acre. Em 2024, um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou o estado como o segundo do país com maior quantidade de pontos críticos em rodovias.
Na ocasião, o estudo mostrou que mais de 1,1 mil quilômetros de estradas acreanas apresentavam condições classificadas como ruins ou péssimas. Com uma extensão total de 1.346 quilômetros de rodovias, o Acre registrava aproximadamente 27 pontos críticos a cada 100 quilômetros avaliados.
O resultado evidencia a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura rodoviária para melhorar a segurança, a mobilidade e o escoamento da produção no estado.


