3 de junho de 2026

Acre fica entre os três estados com as piores rodovias do Brasil, aponta ranking

Acre fica entre os três estados com as piores rodovias do Brasil, aponta ranking
Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre.

O Acre entre as piores rodovias do Brasil voltou a ser destaque em um levantamento nacional divulgado nesta semana. De acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o estado aparece na terceira pior colocação do país em qualidade da malha rodoviária.

Apesar do resultado negativo, a posição representa o melhor desempenho acreano nos últimos nove anos dentro do indicador analisado pelo estudo.

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Segundo o levantamento, o Acre obteve nota 2,28 em uma escala que varia de um a cinco, sendo um considerado péssimo e cinco ótimo. O estado ficou atrás apenas do Amazonas, que recebeu nota 2,00, e do Amapá, com 2,05.

A pesquisa leva em consideração critérios como pavimentação, sinalização e condições gerais das estradas, atribuindo uma nota ponderada de acordo com a extensão das rodovias avaliadas em cada unidade da federação.

Entre os estados da Região Norte, Rondônia apresentou o melhor desempenho, com nota 3,17. Em seguida aparecem Pará (3,11), Roraima (2,82), Tocantins (2,66), Acre (2,28), Amapá (2,05) e Amazonas (2,00).

No cenário nacional, São Paulo lidera o ranking de qualidade rodoviária, seguido por Sergipe e Mato Grosso do Sul.

Os números reforçam um desafio histórico enfrentado pelo Acre. Em 2024, um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou o estado como o segundo do país com maior quantidade de pontos críticos em rodovias.

Na ocasião, o estudo mostrou que mais de 1,1 mil quilômetros de estradas acreanas apresentavam condições classificadas como ruins ou péssimas. Com uma extensão total de 1.346 quilômetros de rodovias, o Acre registrava aproximadamente 27 pontos críticos a cada 100 quilômetros avaliados.

O resultado evidencia a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura rodoviária para melhorar a segurança, a mobilidade e o escoamento da produção no estado.