Depois de construir uma trajetória consolidada na Record, Gustavo Reiz desembarcou na Globo em 2023 para assumir um dos maiores desafios de sua carreira: escrever “Fuzuê”, sua primeira novela na emissora. Embora a trama das sete tenha dividido opiniões, foi em um formato ainda recente no mercado brasileiro que o autor encontrou seu espaço na casa.
Reiz se tornou um dos principais nomes das chamadas novelas verticais, produções pensadas para serem consumidas diretamente no celular, com episódios curtos e narrativas aceleradas. Ele inclusive escreveu o livro “Microdramas: Entendendo a Rrevolução Vertical”.
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O autor assinou “Uma Babá Milionária” e “Encontrei um Marido Bilionário e Sem Teto para o Natal”, produzidas para a plataforma ReelShort Brasil, além de “Icônica: De Faxineira a Fashionista” e “Então É Amor?”, lançadas pelo Globoplay. A mais recente estreou na última terça-feira (16).
As novelinhas verticais vêm conquistando cada vez mais espaço entre o público ao apostarem em uma fórmula simples: episódios de um a dois minutos, exibidos na vertical, com histórias repletas de romance, reviravoltas e ganchos capazes de prender a atenção do espectador.
O formato foi pensado para acompanhar a rotina acelerada do público, ocupando pequenos intervalos do dia a dia, como o tempo de espera entre compromissos ou uma pausa para o café.
Para Gustavo Reiz, no entanto, o desafio vai além da velocidade. “‘Então É Amor?’ é minha quarta experiência no formato microdrama. Ela mergulha na base que é o melodrama, então os personagens apresentam mais camadas, os conflitos familiares são um pouco mais aprofundados. A narrativa da novelinha é acelerada, como o formato pede, mas traz uma densidade dramática com mais elementos”, afirma o autor.
Segundo Reiz, a experiência com os microdramas tem servido para construir uma identidade brasileira para um modelo de narrativa que nasceu no exterior.
“Eu tenho experimentado muitas histórias nesse formato, algumas muito ágeis, muito focadas nessa narrativa tão acelerada, e aos poucos a gente vai experimentando um pouco mais para trazer a nossa identidade brasileira. Essa novelinha é mais um passo nessa construção, tem mais a nossa cara, sem perder os elementos tão potentes que o gênero permite”, explica.
O autor destaca que o principal desafio é equilibrar o ritmo acelerado das produções com a profundidade emocional típica das novelas brasileiras.
“O desafio é a gente trazer a densidade emocional e os elementos dramáticos também, que não fiquem só na forma. Começa no texto e vai para a equipe inteira. É um formato que se torna mais colaborativo do que nunca”, diz.
Reiz também ressalta o envolvimento do elenco e da equipe durante as gravações: “Quando eu fui ao set, fiquei encantado porque estava todo mundo muito inteiro nos personagens. As piadas e ideias surgiram ali. Todo mundo se entregou muito. Eu estou muito empolgado para essa novelinha chegar logo ao público”.
Em meio à expansão das narrativas verticais no Brasil, Gustavo Reiz acredita que a combinação entre agilidade e emoção é o caminho para consolidar o formato. “Estamos experimentando muitas histórias nesse formato de microdrama. Acho que a novelinha vem provando que é um acerto fazer esse combo da velocidade com a emoção”, conclui o autor.



