A ativista e mulher de axé Benny Briolly chamou atenção durante sua passagem por Brasília ao realizar um trabalho espiritual dedicado a Maria Mulambo em frente ao Congresso Nacional. A cena, carregada de simbolismo, levou para o coração político do país elementos da fé, da ancestralidade e das tradições dos povos de terreiro, em um momento de valorização das religiões de matriz africana e de enfrentamento ao racismo religioso.
Reconhecida nacionalmente por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, Benny também vem consolidando seu nome como uma das principais vozes dos povos de axé no debate público brasileiro. Sua atuação tem contribuído para ampliar a visibilidade de comunidades historicamente marginalizadas e reafirmar a importância da liberdade religiosa como um dos pilares da democracia.
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Ao dedicar o ritual a Maria Mulambo, entidade associada à força, à proteção e à transformação, Benny reforçou publicamente sua conexão com a espiritualidade de matriz africana e com a luta pela preservação dos saberes ancestrais negros.
“Levar Maria Mulambo para a frente do Congresso Nacional foi um ato de fé, mas também de afirmação. Durante séculos tentaram silenciar nossas crenças, criminalizar nossos terreiros e apagar nossa ancestralidade. Estar aqui, como mulher de axé, é reafirmar que os povos de terreiro fazem parte da história, da cultura e do futuro do Brasil”, explica Benny.
Ainda de acordo com a ativista, em um país onde a intolerância religiosa ainda faz parte da realidade de milhares de brasileiros, a imagem de uma liderança de axé diante do Congresso Nacional carrega o peso de uma afirmação: “a ancestralidade negra também precisa ocupar os centros de poder e decisão do Brasil”.



