15 de junho de 2026

BYD dispara na frente e lidera corrida dos ônibus elétricos no Brasil 

BYD dispara na frente e lidera corrida dos ônibus elétricos no Brasil 
BYD dispara na frente e lidera corrida dos ônibus elétricos no Brasil 

A corrida pelos ônibus elétricos ganhou um líder absoluto em maio. A BYD encerrou o mês na primeira colocação do mercado brasileiro ao registrar 59 emplacamentos e concentrar quase metade de todas as vendas do segmento no período.

Os números divulgados pela Fenabrave mostram que o mercado vive um momento de aceleração. Foram 132 ônibus elétricos emplacados em maio, o maior volume mensal registrado em 2026 até agora. Desse total, 44,7% pertencem à fabricante chinesa, que terminou o período à frente das concorrentes.

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Segundo Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil, o setor vive uma nova etapa de expansão. “Os números de maio mostram que a eletrificação do transporte coletivo está entrando em uma nova fase. Durante muitos anos, o debate esteve concentrado na viabilidade da tecnologia. Hoje, a discussão passa por escala, infraestrutura e velocidade de implementação.”

O avanço ocorre em meio à renovação das frotas de transporte coletivo e ao aumento da adoção de veículos de emissão zero nas grandes cidades. A eletrificação dos sistemas de mobilidade urbana vem ganhando espaço nos planejamentos municipais e já movimenta projetos de expansão em diferentes regiões do país.

O principal símbolo dessa transformação está em São Paulo. A capital concentra aproximadamente 1,3 mil ônibus elétricos em circulação, cerca de 80% de toda a frota nacional. Entre janeiro e maio deste ano, o Brasil registrou 311 emplacamentos da categoria, resultado 12,3% superior ao observado no mesmo período de 2025.

Além do desempenho no mercado brasileiro, a BYD também aparece em destaque no cenário latino-americano. Um relatório da coalizão internacional Idle Giants apontou a empresa como líder da frota de ônibus elétricos em operação na região, impulsionada por projetos de eletrificação em países como Chile e Colômbia.

Com fábrica de chassis elétricos instalada em Campinas, interior de São Paulo, a companhia aposta na expansão da infraestrutura e na ampliação das frotas para sustentar o crescimento do setor. Para Schneider, o desafio atual vai além da adoção da tecnologia. “O avanço desse mercado mostra que o desafio da eletromobilidade no Brasil já não está apenas na tecnologia, mas na capacidade de ampliar projetos, expandir a infraestrutura e criar condições para que mais cidades avancem na renovação de suas frotas.”

O executivo afirma que a transformação afeta diretamente a rotina dos centros urbanos e dos usuários do transporte coletivo. “O que está em jogo não é apenas a substituição de veículos. Estamos falando de uma transformação que impacta qualidade do ar, eficiência operacional, planejamento urbano e a experiência de milhões de pessoas que dependem diariamente do transporte público”.