11 de junho de 2026

Caçada internacional: Mandantes de assassinato de agiota em Cruzeiro do Sul são presos na Bolívia

Crime motivado por dívida de R$ 90 mil foi totalmente elucidado; antes de fugirem, criminosos ousaram ameaçar o delegado e testemunhas do caso.

Caçada internacional: Mandantes de assassinato de agiota em Cruzeiro do Sul são presos na Bolívia

Uma ação conjunta internacional colocou um ponto final na linha de fuga dos dois principais mandantes do assassinato de Anselmo de Lima Silva, de 45 anos, executado com um tiro na boca em abril de 2025, no bairro do Colégio, em Cruzeiro do Sul. Eduardo Costa e William Leite foram capturados nesta quarta-feira (10) em território boliviano, após um intenso trabalho de articulação entre a gestão da Polícia Civil do Acre e as forças de segurança do país vizinho. Com a dupla, sobre quem pesava a acusação de arquitetar o crime para se livrar de uma cobrança de mais de R$ 90 mil, a polícia fecha o ciclo de capturas de todos os seis envolvidos na execução.

As investigações revelaram que a vítima operava como credor e mantinha um livro de anotações detalhado, apreendido pelos agentes, onde constavam os valores emprestados aos criminosos. Descontentes com a pressão pelas cobranças e valendo-se da posição que ocupavam dentro de uma organização criminosa local, Eduardo e William acionaram os chamados “soldados do crime” para invadir a residência da vítima, roubar seus pertences e ceifar sua vida. Os quatro executores materiais e partícipes diretos já haviam sido isolados no Presídio Manoel Neri desde o ano passado.

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“A gente foi para cima. Não tem ameaça que vai se perdurar aqui nesta Polícia Civil. Nós representamos pelas prisões, eles fugiram para o país vizinho, mas ontem logramos êxito no cumprimento dos mandados.” — Jardson Santos, delegado responsável pelo caso.

Antes de cruzarem a fronteira, os criminosos demonstraram um nível extremo de audácia ao desferirem ameaças diretas contra testemunhas fundamentais do processo e contra o próprio delegado Jardson Santos e sua equipe de investigadores. A tentativa de intimidação institucional, contudo, surtiu o efeito oposto, acelerando o cerco logístico. Todos os seis acusados, naturais de Cruzeiro do Sul, já foram formalmente indiciados e denunciados pelo Ministério Público, aguardando agora o julgamento atrás das grades.

Por: Victor Bastos