26 de junho de 2026

Caso cão Orelha: jovem acusado pela morte do animal se pronuncia pela 1ª vez

Caso cão Orelha: jovem acusado pela morte do animal se pronuncia pela 1ª vez
Caso cão Orelha: jovem acusado pela morte do animal se pronuncia pela 1ª vez

Igor Zampieri, um dos nomes envolvidos na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina, quebrou o silêncio sobre o caso nesta quinta-feira (25/6), após completar 18 anos. O jovem, que foi acusado pelo crime com mais três adolescentes, alegou inocência e desabafou sobre os julgamentos virtuais que recebeu. A investigação teve o processo arquivado pela Justiça em maio deste ano.

“Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri, eu acabei de fazer 18 anos. Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão. Hoje eu vim aqui contar pra vocês. Pessoas me julgavam sem realmente saber o que aconteceu. Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa. Porém, só estava respeitando o processo que foi pedido pelas autoridades, que ficassem em sigilo. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído”, iniciou Igor.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Cão OrelhaCrédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cão OrelhaCrédito: Reprodução Instagram Cão Orelha foi vítima de maus-tratos e morreu no início de janeiro de 2026Créditos: Reprodução Instagram @julinhocasares | @governosc Jovem acusado pela morte do cão Orelha se pronunciouCrédito: Reprodução Instagram

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No desabafo, o jovem ressaltou que sofreu julgamentos sem ter o direito de expor sua versão dos fatos. “E o mais difícil pra mim, de tudo isso, é que as pessoas me julgavam de algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria. Quem teve acesso aos autos do processo sabia disso. Eu sabia disso, mas mesmo depois de as autoridades terem analisado tudo, de a Justiça ter arquivado o processo e ficado provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino”, declarou.

“Eu vim aqui falar porque se durante cinco meses falaram de mim, chegou a minha vez. É preciso entender como alguém pode ser condenado apenas por boatos das redes sociais, sem as pessoas realmente conhecerem a verdade. Eu sempre quis que todos soubessem a verdade, por isso eu não me importo com CPI. Só vai mostrar mais uma vez pra todo mundo a minha inocência”, concluiu Igor.

A morte do cão comunitário Orelha ganhou visibilidade nacional em janeiro de 2026. Embora a Polícia Civil tenha indiciado adolescentes por supostas agressões, o Ministério Público (MPSC) pediu o arquivamento do caso por falta de provas e o Judiciário aceitou o encerramento. Além disso, em março, o Governo Federal anunciou o decreto Cão Orelha, em homenagem ao animal, que prevê multa de R$ 1.500 a R$ 50 mil para quem cometer o crime de maus-tratos.