10 de junho de 2026

Indicadores do Sinesp apontam crescimento de 23% nos casos de estupro no Acre no primeiro quadrimestre de 2026

Estado contabilizou 230 vítimas entre janeiro e abril, mantendo uma média diária de quase duas ocorrências; registros contra vulneráveis dispararam 27,4%.

Indicadores do Sinesp apontam crescimento de 23% nos casos de estupro no Acre no primeiro quadrimestre de 2026

O estado do Acre registrou um avanço alarmante nos indicadores de violência sexual durante os primeiros quatro meses de 2026. De acordo com os dados estatísticos consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, as notificações de estupro apresentaram uma elevação de 22,99% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O cenário mostra-se ainda mais crítico no recorte que engloba o crime de estupro de vulnerável, cuja curva de crescimento atingiu uma alta expressiva de 27,46%.

No acumulado entre janeiro e abril deste ano, o sistema oficial de segurança contabilizou 230 vítimas de violência sexual em solo acreano, o que representa uma média de quase duas agressões notificadas por dia. O mapeamento de gênero detalha que, do montante total de afetados, 207 das vítimas eram do sexo feminino e 23 do sexo masculino. O mês de abril isoladamente concentrou o estopim de notificações do quadrimestre, respondendo por 70 ocorrências formais. Sob a ótica demográfica, o Acre mantém-se em uma posição preocupante no ranking nacional, registrando a taxa proporcional de 77,72 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes.

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“Os indicadores revelam uma tendência de crescimento estrutural da violência sexual no Acre e reforçam o alerta institucional para a necessidade urgente de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, acolhimento psicossocial e combate rigoroso aos crimes sexuais.”

Quando a análise jurídica e estatística debruça-se especificamente sobre o crime de estupro de vulnerável — que tipifica abusos contra menores de 14 anos ou indivíduos impossibilitados de oferecer consentimento válido —, os dados do quadrimestre acendem um alerta vermelho para as redes de proteção infantil. Foram mapeadas 181 vítimas nessa categoria no primeiro quadrimestre de 2026. Nesse segmento de vulnerabilidade, 159 registros envolveram vítimas do sexo feminino e 22 do sexo masculino, tendo o mês de abril novamente despontado como o período mais violento do ano, concentrando 61 casos.

Por: Victor Bastos