3 de junho de 2026

Fundhacre realiza cirurgia rara para retirada de bócio mergulhante e mobiliza equipes especializadas

Massa avançava em direção ao tórax e exigiu procedimento de alta complexidade para garantir a segurança da paciente.

Fundhacre realiza cirurgia rara para retirada de bócio mergulhante e mobiliza equipes especializadas
Foto: Gleison Luz/ Fundhacre.

Uma cirurgia rara para retirada de bócio mergulhante na Fundhacre mobilizou duas equipes médicas especializadas nesta terça-feira (2), em Rio Branco. O procedimento de alta complexidade foi realizado na paciente Marilene Azevedo Ferreira e exigiu a atuação conjunta de profissionais das áreas de cirurgia de cabeça e pescoço e cirurgia torácica.

O caso envolvia um bócio mergulhante volumoso, condição em que a glândula tireoide cresce de forma anormal e avança em direção ao tórax, podendo comprimir estruturas importantes do organismo. Devido à complexidade da situação, o planejamento cirúrgico precisou ser realizado com extremo cuidado.

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Inicialmente, a equipe médica realizou uma tireoidectomia por meio de uma incisão na região do pescoço. No entanto, por causa da extensão da massa, foi necessária uma esternotomia — procedimento que consiste na abertura do osso do peito — para possibilitar a retirada completa e segura da estrutura que estava alojada no interior do tórax.

A cirurgiã de cabeça e pescoço Ana Carvalho destacou que a integração entre as especialidades foi fundamental para o sucesso da operação.

Segundo a médica, procedimentos dessa natureza exigem atuação conjunta desde o planejamento até a execução da cirurgia, uma vez que as equipes trabalham sobre a mesma estrutura por diferentes vias de acesso.

O cirurgião torácico Lukas Vieira explicou que exames de imagem detalhados mostraram que o bócio havia avançado significativamente para dentro da cavidade torácica, tornando necessária uma abordagem cirúrgica mais ampla para garantir segurança durante a retirada.

De acordo com os profissionais, o planejamento minucioso permitiu identificar e preservar estruturas próximas à massa, reduzindo riscos e aumentando a segurança da paciente durante todo o procedimento.

Após a cirurgia, Marilene segue em recuperação sob acompanhamento das equipes da Fundhacre. A expectativa é que, com a retirada do bócio, ela tenha melhora na respiração e mais qualidade de vida para retomar suas atividades cotidianas.

O procedimento também evidencia a capacidade técnica da unidade hospitalar em realizar cirurgias de elevada complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo atendimento especializado à população acreana.